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Dólar sobe 0,78%, a R$ 5,50, puxado por dados dos EUA; Bolsa cai 1,82%

Mesmo com o resultado de hoje, o dólar ainda registra perdas de 2,59% frente ao real em novembro - Cris Fraga/Estadão Conteúdo
Mesmo com o resultado de hoje, o dólar ainda registra perdas de 2,59% frente ao real em novembro Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

16/11/2021 17h22Atualizada em 16/11/2021 18h20

Depois de acumular queda na semana anterior, o dólar fechou a terça-feira (16) em alta de 0,78%, cotado a R$ 5,50 na venda, puxado pela divulgação de dados positivos sobre as vendas no varejo nos Estados Unidos.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), caiu 1,82% na sessão e chegou aos 104.403,66 pontos, depois de encerrar a semana passa em alta acumulada de 1,44%. Destaque negativo para as ações da Magazine Luiza (MGLU3) e da Locaweb (LWSA3), que despencaram 12,11% e 11,41%, respectivamente.

Mesmo com o resultado de hoje, o dólar ainda registra perdas de 2,59% frente ao real em novembro, enquanto o Ibovespa acumula alta de 0,87%. No ano, porém, a situação se inverte, com valorização de 5,99% para a moeda americana e baixa de 12,28% para o indicador.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

EUA puxam dólar

A alta do dólar na sessão de hoje foi puxada pela divulgação de dados do Departamento do Comércio dos EUA que indicaram que as vendas no varejo americano subiram 1,7% em outubro, pouco acima da expectativa de 1,4% de economistas consultados pela Reuters.

Além disso, uma leitura separada do Departamento do Trabalho dos EUA mostrou que os preços de importados no país também saltaram no mês passado, reforçando sinais de persistência da inflação.

Ambos os indicadores podem elevar a pressão sobre o Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) para agir mais cedo do que o esperado e elevar os juros — hoje próximos a zero —, de forma a conter a inflação. O país tem sofrido com a alta dos preços em meio à retomada da economia depois das restrições causadas pela covid-19, afetada ainda pela escassez de insumos e mão de obra.

Juros mais altos nos EUA também tornam investimentos em dólar mais atrativos, o que tende a beneficiar o dólar globalmente.

(Com Reuters)

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