Bolsa sobe no dia, mas cai mais de 2% na semana; dólar fica em R$ 4,927

O Ibovespa subiu 0,25% e chegou hoje aos 127.635,65 pontos, quebrando uma sequência de três quedas seguidas. Na semana, porém, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) recuou 2,56% e agora acumula perdas de 4,88% no mês.

Já o dólar fechou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,08%, vendido a R$ 4,927. Desde a última sexta-feira (12), a moeda americana subiu 1,44% — a maior alta semanal desde o período entre 29 de setembro e 6 de outubro de 2023 (+2,69%). Em janeiro, o salto é de 1,53%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Dados dos EUA reduziram as apostas de corte nos juros em março. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 187 mil na semana passada, o nível mais baixo desde setembro de 2022. Os números corroboram recentes declarações de diretores do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), que disseram não ter pressa para reduzir os juros, embora a inflação esteja se aproximando da meta de 2%.

Juros mais altos nos EUA tendem a favorecer o dólar frente ao real. Isso acontece porque, com juros elevados, os investidores redirecionam recursos para o mercado de renda fixa americano, considerado muito seguro. Por outro lado, sinais de que o Fed vai começar a reduzir os juros em breve podem impulsionar moedas mais arriscadas, porém mais rentáveis, como o real.

No Brasil, números indicam que economia segue a passos lentos. Considerado uma prévia do PIB, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC) teve leve variação de 0,01% em novembro — abaixo da expectativa de crescimento de 0,1%, segundo pesquisa da Reuters. O resultado reforça a perspectiva de estagnação, embora tenha interrompido uma sequência de três meses negativos seguidos.

A expectativa de quando o Fed irá iniciar o processo de queda da taxa de juros tem dominado o comportamento dos preços dos ativos financeiros nos Estados Unidos e sido um importante fator no comportamento destes preços no Brasil.
José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos

(*Com Reuters)

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