Dólar tem leve queda e vai a R$ 5,15 antes de ata do Copom; Bolsa sobe

O dólar fechou com leve queda de 0,13% nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 5,15. No mês, a moeda americana recuou de 0,81% sobre o real.

Já o Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,44%, aos 128.154,79 pontos. O principal índice da B3 avançou 1,77% em maio.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere- se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Investidores ajustaram posições após salto acentuado da moeda na semana passada. Mercado acompanha os dados de inflação dos Estados Unidos e ata do último encontro do Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Participantes do mercado disseram que é natural que haja um ajuste para baixo no preço do dólar. O Banco Central optou na semana passada por fazer um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 10,50% ao ano. A decisão foi tomada por 5 votos a 4, com todos os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendendo flexibilização mais intensa dos juros, de 0,50 ponto. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, teve o voto de Minerva que definiu o ritmo mais lento.

O BC divulgará a ata de seu último encontro de política monetária na terça-feira, antes da abertura dos mercados.

O Ibovespa fechou em alta, em meio à repercussão de resultados corporativos, com destaque para Azul, BTG Pactual e Yduqs. Enquanto o final do dia reserva as performances trimestrais de Petrobras e Natura&Co, entre outros.

No exterior, a expectativa fica por dados de inflação dos Estados Unidos na quarta-feira (15). Dados podem definir as expectativas para cortes de juros no país. O núcleo do índice de preços ao consumidor deve ter subido 0,3% em abril sobre o mês anterior e 3,6% na base anual, de acordo com estimativas de economistas consultados pela Reuters.

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A semana também trará leituras de preços ao produtor e dados de vendas no varejo dos EUA. Investidores monitoram falas de dirigentes do Federal Reserve, num momento de grande atenção dos mercados a qualquer pista sobre quando será o primeiro ajuste na política monetária norte-americana.

Num geral, quanto mais o Federal Reserve cortar os juros e quanto menos o BC afrouxar a política monetária local, melhor para o real. Isso porque, quanto maior o diferencial de juros entre Brasil e EUA, mais interessante fica a moeda doméstica para uso em estratégias de "carry trade", em que investidores tomam empréstimo em país de taxas baixas e aplicam esse dinheiro em mercado mais rentável.

(Com Reuters)

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