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Boeing 737 Max deve voltar a voar até o final do ano, diz presidente da Gol

Vinícius Casagrande

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/08/2019 11h40Atualizada em 21/08/2019 15h45

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou que espera que o Boeing 737 Max 8 volte a voar no Brasil e no mundo até o final deste ano. A Gol é a única operadora do modelo no Brasil. "Trabalhamos com a mesma expectativa da Boeing, que é terminar os testes em setembro e ter os voos liberados até o final do ano", afirmou.

O avião foi proibido de voar em todo o mundo em março após a queda de dois aviões do modelo. Uma falha nos sistemas de controle de voo teria sido a causa para os acidentes. Desde então, os engenheiros da Boeing trabalham para resolver o problema.

A Gol já havia recebido sete aviões do modelo, que estão parados no centro de manutenção da empresa no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Quando as entregas forem retomadas, a expectativa é que entre dez e 14 novos aviões estejam prontos na fábrica da Boeing para serem entregues à Gol.

Para receber todos os aviões, o presidente da Gol avalia que serão necessários cerca de 45 dias. "Não podemos buscar todos de uma única vez porque faltariam tripulantes para operar os voos no Brasil", afirmou.

Com a volta das operações do Boeing 737 Max e a chegada dos aviões novos, novas rotas deverão ser anunciadas, segundo Kakinoff, mas ele não revelou os destinos.

Gol diz que será "avião mais seguro do mundo"

O presidente da Gol afirmou que confia plenamente na segurança do avião. "Nunca um avião passou por um escrutínio tão grande como o Max. Depois de todo esse processo, não tenho dúvida de que será o avião mais seguro do mundo", declarou.

O presidente da Gol negou que a empresa tenha a intenção de alterar o nome do modelo do avião para evitar uma possível rejeição por parte dos passageiros. Kakinoff afirmou que será feito um trabalho junto aos passageiros para mostrar que, depois de todos os problemas, o avião é realmente seguro.

Segundo ele, os aviões terão na pintura o nome Boeing 737-8 Max. Essa é a forma que consta nos manuais técnicos do modelo, enquanto a Boeing utiliza comercialmente o nome 737 Max 8.

Gol não deve processar Boeing

Diferentemente de outras companhias aéreas estrangeiras, que já anunciaram que pretendem solicitar uma indenização pelos prejuízos causados pela paralisação do modelo, o presidente da Gol afirmou que a empresa não tem intenção de tomar medida semelhante.

"Pelo bom relacionamento que temos com a Boeing em todos esses anos, acho que não vamos precisar chegar a esse ponto", disse.

Segundo Kakinoff, o impacto na Gol foi menor do que em outras companhias aéreas. "As companhias da Europa e dos Estados Unidos tiveram um impacto maior porque a paralisação pegou justamente o verão no hemisfério norte e houve a perda da capacidade", disse.

Parada em São Paulo sem taxa adicional

O presidente da Gol lançou hoje o programa de stopover no estado. Passageiros em voos nacionais ou internacionais que tenham conexão em São Paulo poderão fazer uma parada de até duas noites sem cobrança de taxa adicional.

O passageiro poderá escolher se faz a parada na ida ou na volta. "Os preços dos voos com stopover serão sempre mais baratos do que a compra de trechos individuais", disse Kakinoff.

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