Empresa produz jaqueta com lona de paraquedas e vende para China e 4 países

A lona de paraquedas virou a matéria-prima do negócio dos empresários argentinos Lucas Desimone e Rodrigo Chapero. Eles criaram, em 2005, a Baumm e começaram a produzir jaquetas, bolsas, mochilas e sacolas com o material e a comercializar na Argentina. Hoje a marca também exporta suas peças para o Brasil, China, Japão, Itália e EUA.

O que aconteceu

Jaqueta é o carro-chefe. A empresa não revela o faturamento no ano passado, nem a estimativa para 2024 e projeções para o ano que vem. Porém, vende cerca de 5 mil peças por ano. A mais cara é a jaqueta, que custa ARS 160 mil (pesos argentinos - R$ 912, na cotação atual). A mais barata é a bolsa Tom, que sai por ARS 35 mil (R$ 199,50, na cotação atual).

Proposta inicial era lona de caminhão. Curiosamente, nenhum dos dois empreendedores salta de paraquedas. A ideia de transformar o material em roupas e acessórios veio de uma viagem que Rodrigo fez a Nova York, nos EUA. "Ele conheceu uma marca suíça que reutilizava lonas de caminhões para produzir as suas peças e voltou para a Argentina com a ideia de fazer algo semelhante", lembra Desimone.

Material reciclável para começar negócio. O empresário conta que, na época, a ideia era seguir o exemplo e usar as lonas de caminhão para a sua produção. "Começamos a buscar materiais descartados que pudessem ser reutilizados e encontramos um grande desperdício de lonas de outdoors aplicadas nas rodovias em campanhas publicitárias e, assim, iniciou nosso negócio."

Paraquedas foi a melhor opção. Com o tempo, ele conta que descobriram que o material não era tão bom para a finalidade que queriam - vestuário -, e decidiram pesquisar alternativas até chegarem às lonas de paraquedas.

Em meio a todos os materiais que avaliamos durante a nossa pesquisa, percebemos que a lona de paraquedas era a mais sedosa e flexível para produzirmos peças para vestuário.
Lucas Desimone, dono da Baumm

Carreira solo. Em 2009, Chapero saiu da sociedade para se dedicar a outro negócio: design de óculos. Desde então, Desimone toca a empresa sozinho.

Sustentabilidade e apelo criativo. Segundo Desimone, além de ter uma pegada ecológica, utilizar como matéria-prima um material que precisa de um descarte eficaz para não virar entulho em aterro sanitário, a lona tem um "gatilho criativo".

"Acredito que reutilizar materiais, mesmo que não sejam necessariamente prejudiciais ao meio ambiente, é enriquecedor", diz Desimone.

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Um paraquedas garante a produção de até 200 sacolas

Com um paraquedas é possível produzir, em média, 50 jaquetas, 200 sacolas, 150 mochilas ou bolsas.

Produção artesanal. Atualmente, a empresa conta com três pessoas fixas e mais 20 em ateliês para a sua produção, que é totalmente artesanal, segundo Desimone. "O corte é feito individualmente para aproveitarmos ao máximo o rendimento do tecido."

Vendas em lojas e online. A Baumm tem uma loja física em Buenos Aires, na Argentina, chamada Tienda Raiz, que também comercializa peças de outras quatro marcas que trabalham com produtos e design sustentável. Além disso, as peças são comercializadas pelo site e redes sociais.

"50% das vendas vêm da loja física e 50% do site e redes sociais", afirma. Entre os projetos do empresário para 2025, está a busca por representantes de vendas no Brasil.

3 comentários

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Luiz Rodrigues Barbosa

Nenhum paraquedas é feito com LONA!! São feitos com um tecido bem fino e leve, antigamente  de seda, atualmente de nylon e como têm um limite de vezes de uso e data de validade, são descartados. Já comprei desses  na Av, Brasil, no Rio, e usei para muitos fins, inclusive tendas de acampamento. As cordinhas, também de nylon, são muito úteis e o pequeno para-quedas , que abre o maior, pode ser usado como âncora de oceano ( drogue) para barcos. Havia brancos, laranja, camuflagem e verde oliva.

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Tatiana Cristina Thomaz

no final do seculo passado comprei, em uma feira em Curitiba, uma jaqueta de paraquedas. lindissima,leve, impermeavel, hidrofobica, dificil de sujar, facil demais de limpar. achei q duraria p sempre ate me roubarem. 

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Maria Lúcia Carvalho Marques

Gostei da jaqueta.

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