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Desemprego tem 1ª queda desde o fim de 2014; 13,5 milhões não têm trabalho

Do UOL, em São Paulo

O desemprego no país foi de 13%, em média, no segundo trimestre, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa caiu em relação ao trimestre anterior (13,7%) e esta foi a primeira queda estatisticamente significativa desde o final de 2014, segundo o IBGE. Desde então, o desemprego vinha aumentando ou, no máximo, ficando praticamente estável.

Ainda segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil de abril a junho foi de 13,5 milhões de pessoas. Isso representa uma melhora (-4,9%) em relação ao trimestre anterior, quando eram 14,2 milhões. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, porém, são 1,9 milhão de pessoas a mais sem emprego, um aumento de 16,4%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Aumento da informalidade

A taxa de desemprego caiu no segundo trimestre, mas também houve redução das vagas com carteira assinada, afirma Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Infelizmente, a ocupação cresceu pelo lado da informalidade, ou seja, há mais pessoas sem carteira e por conta própria, que não têm garantias trabalhistas.

O número de pessoas com trabalho foi de 90,2 milhões entre abril e junho, aumento de 1,4% em relação ao período de janeiro a março, ou 1,3 milhão de pessoas a mais. Em um ano, o total de trabalhadores caiu 0,6%, o que equivale a cerca de 562 mil pessoas.

3,2 milhões de vagas com carteira a menos que em 2014

O período de abril a junho registrou 33,3 milhões de pessoas com carteira assinada, o mesmo número do primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2016, houve uma queda de 3,2%, com menos 1,1 milhão de postos de trabalho com carteira assinada.

No entanto, quando são comparados os dados atuais com os do último trimestre de 2014, são 3,2 milhões de empregos com carteira a menos no país.

O mercado reage por um retrato de 2017. Mas, olhando o passado, vemos que há muito que caminhar para recompor o que foi perdido desde que começou a crise.

Comparações

No segundo trimestre de 2017, a taxa de desemprego foi de 13%:

  • no primeiro trimestre de 2017, havia sido de 13,7%;
  • no trimestre de março a maio, havia sido de 13,3%;
  • no segundo trimestre de 2016, havia sido de 11,3%.

O número de desempregados chegou a 13,5 milhões:

  • no primeiro trimestre, havia sido de 14,2 milhões;
  • no trimestre de março a maio, havia sido de 13,8 milhões;
  • no segundo trimestre de 2016, havia sido de 11,6 milhões.

Rendimento de R$ 2.104

O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador ficou, em média, em R$ 2.104. O valor é 1% menor que no primeiro trimestre (R$ 2.125) e 3% maior comparado com o mesmo período de 2016 (R$ 2.043). O IBGE considera que houve estabilidade nas duas comparações.

Metodologia da pesquisa

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

(Com Agência Estado)

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