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CDB, LCI ou LCA: Qual rende mais? Como comparo as taxas? Saiba escolher

Getty Images/iStockphoto/Ae11615
Imagem: Getty Images/iStockphoto/Ae11615

Téo Takar

Do UOL, em São Paulo

30/03/2019 04h00Atualizada em 07/05/2019 19h20

CDB, LCI ou LCA. Afinal, o que são essas sopas de letrinhas disponíveis para investimento em todos os bancos e corretoras? E como comparar a rentabilidade entre as três opções?

Os três produtos são títulos emitidos por instituições financeiras. Em sua origem, esses papéis apresentam algumas características diferentes:

  • CDB: O Certificado de Depósito de Bancário é um título de investimento que não tem necessidade de um lastro (garantia) para ser emitido
  • LCI: A Letra de Crédito Imobiliário só pode ser emitida pela instituição a partir de um lastro (garantia), que são os financiamentos imobiliários concedidos pelo banco que emite a LCI
  • LCA: Similar à LCI, sua emissão tem como lastro os financiamentos concedidos pelo banco ao setor do agronegócio

A origem da emissão importa?

Para o investidor, a origem não faz diferença, já que os três produtos contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para investimentos de até R$ 250 mil por pessoa na mesma instituição. Na prática, CDBs, LCIs e LCAs são aplicações de renda fixa bastante similares em termos de risco.

Quais os prazos e taxas de juros?

As LCAs e LCIs normalmente têm prazo mínimo de 90 dias e podem chegar a dois anos. Os CDBs têm prazo variado, podendo ter liquidez diária (permite saque a qualquer momento) ou apenas no vencimento (que pode ser dentro de um mês ou até em alguns anos).

Em termos de rendimento, esses produtos podem ser:

  • Prefixados: Você já sabe qual será o rendimento quando faz a aplicação
  • Atrelados ao IPCA: Corrigem a inflação e pagam mais uma taxa de juros
  • Pós-fixados: São atrelados ao CDI, que, por sua vez, é próximo da taxa Selic

O que muda para o investidor?

A principal diferença entre eles está na tributação. As LCAs e LCIs têm isenção de Imposto de Renda para pessoa física. O CDB segue a tributação regressiva do IR para aplicações de renda fixa:

  • 22,5% sobre o rendimento para resgates feitos até 180 dias após o investimento
  • 20% para resgates entre 181 e 360 dias
  • 17,5% para resgates entre 361 e 720 dias
  • 15% para resgates depois de 720 dias

LCI e LCA rendem mais por serem isentas de IR?

"Não necessariamente. Muita gente é induzida a achar que o rendimento da LCA ou da LCI é maior que o do CDB porque não incide Imposto de Renda. Na verdade, por causa dessa diferença de tributação, o investidor precisa ficar mais atento. Há casos em que, mesmo pagando imposto, o CDB pode valer mais a pena. O investidor vai ter que fazer a conta para comparar os produtos", disse Fabio Macedo, diretor comercial da Easynvest.

Como faço a comparação?

Você deve analisar produtos que tenham as mesmas características, como prazo (um ano, por exemplo) e tipo de taxa (pré, pós ou atrelada à inflação).

Há uma conta simples que permite comparar o rendimento das LCAs e LCIs com o dos CDBs (apesar de ser uma conta simplificada, tem uma margem de erro muito pequena):

  • Taxa equivalente a LCA ou LCI em % = Taxa do CDB em % x [1 - (alíquota de IR em %/100)]

Veja um exemplo

Imagine um CDB pós-fixado com taxa de 120% do CDI e vencimento em um ano (360 dias) e uma LCI com taxa de 94% do CDI e também prazo de um ano. Qual dos dois renderá mais?

Vamos encontrar a taxa do CDB que seria equivalente à da LCI. No exemplo dado, a alíquota de IR será de 20%. A conta fica da seguinte forma:

Taxa equivalente a LCI = 120 x [1 - (20/100)]
Taxa equivalente = 120 x (1-0,2)
Taxa equivalente = 120 x 0,8 = 96%

Portanto, o CDB terá uma taxa equivalente a uma LCI de 96% do CDI. No exemplo dado, o CDB terá um rendimento maior do que a LCI, que paga 94% do CDI.

Consulte o Guia de Economia do UOL para aprender o passo a passo para investir em CDB e também em LCI ou LCA.

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