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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

8 empresas para você ficar de olho na Bolsa, segundo analistas

Exclusivo para assinantes UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/05/2021 04h00

Para quem já investe na Bolsa ou quer começar a investir, saber quais empresas são boas para aplicar o seu dinheiro é um bom começo. E um trunfo e tanto. O assunto foi abordado na última terça-feira (18) no Investimento Ao Vivo, programa quinzenal e ao vivo do UOL Economia+, em parceria com a casa de análises Levante Ideias de Investimento.

Os economistas Felipe Bevilacqua e Bruno Benassi destacaram oito companhias para você ficar de olho na Bolsa de Valores, e explicaram o que viram nessas empresas. Assista ao vídeo abaixo e confira toda a análise feita pelos especialistas. Eles também responderam a perguntas sobre investimentos.

O programa Investimento Ao Vivo é transmitido quinzenalmente na página inicial do UOL e do UOL Economia+, mas fica disponível para consulta. O vídeo é exclusivo para assinantes.

1) Vale (VALE3)

A empresa vem apresentando bons números há algum tempo. Produtora de minério de ferro, a companhia se beneficia do mercado de commodities, que cresce principalmente por causa do aumento da demanda vinda da China e também de Europa e Estados Unidos. "O minério vem numa sequência forte de aumento de preço", explicou Benassi.

A geração de caixa operacional da Vale foi de US$ 8,35 bilhões no primeiro trimestre deste ano --quase 180% maior que o mesmo período do ano passado.

"Para empresas de commodities, como a Vale, é mais importante você olhar a geração de caixa do que o lucro propriamente dito", afirmou Benassi.

Segundo ele, a Vale depende muito do cenário macro e, por isso, não é uma empresa que tem tradição de ser uma pagadora de dividendos constante. O foco de ter ações da Vale na carteira é a valorização com risco maior.

A explicação sobre a Vale começa em 1:50 no vídeo.

2) Magazine Luiza (MGLU3)

A companhia de comércio também apresentou um bom resultado no primeiro trimestre e continua crescendo no seu marketplace —e-commerce que vende produtos do Magazine Luiza e de terceiros.

Segundo Benassi, a empresa 'queimou' um pouco de caixa porque está investindo em infraestrutura, logística, para ganhar a disputa do comércio online, cada vez mais acirrada com Via (ex-Via Varejo) e Americanas. Para ganhar espaço no mercado digital, a empresa tem feito muitas aquisições, para acelerar a logística e construir um ecossistema para ter um aplicativo cada vez mais completo.

"O Magalu é uma empresa cara, mas sempre consegue bater as expectativas do mercado, sempre consegue crescer mais. Então, o mercado paga o prêmio porque ela entrega bastante", disse Benassi.

O foco de ter a empresa na carteira também é a valorização com risco maior.

A explicação sobre o Magazine Luiza começa em 11:49 no vídeo.

3) Itaúsa (ITSA3)

É uma holding que controla Itaú, Duratex, Alpargatas (dona da Havaianas), Aegea e outras empresas. A maior parte do seu resultado (85%) vem do Itaú. O banco está investindo bastante em tecnologia e está migrando para o digital.

Em janeiro, a companhia informou ao mercado que se reorganizaria, e separaria os negócios do Itaú Unibanco da XP. "Por causa dessa estratégia contábil do Itaú, a Itaúsa vai ter 15% de participação na XP. É uma estratégia muito boa para o acionista, que vai ganhar ações da XP, muito provavelmente no valor que está no balanço do Itaú", disse Benassi.

O economista Felipe Bevilacqua disse que a Itaúsa é uma forma "mais barata" de se comprar Itaú. "Então, quando a gente olha para a Itaúsa é pela ótica de dividendos", afirmou.

A explicação sobre a Itaúsa começa em 17:51 no vídeo.

4) Isa CTEEP (TRPL4)

A Isa Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) é uma empresa transmissora de energia muito eficiente e um dos ativos mais seguros, segundo os analistas.

"É difícil uma empresa transmissora surpreender no resultado, porque o valor pago pela transmissão de energia é dado nos contratos. Ela só consegue melhorar a eficiência se melhorar a eficiência operacional. E a Isa Cteep é uma das empresas mais eficientes", disse Benassi.

A explicação sobre a Isa Cteep começa em 25:30 no vídeo.

5) Petrobras (PETR3)

"Operacionalmente falando, ela vive um momento espetacular. Na parte de exploração e produção de petróleo, onde ela tira boa parte da sua receita, da sua geração de caixa, do seu ebitda, ela é muito eficiente. A Petrobras tem conseguido reduzir a sua dívida. O problema é que a empresa tem participação pequena nos parques de refino brasileiro e tende a sofrer bastante interferência política", afirmou Benassi.

Segundo ele, apesar do momento muito bom que a Petrobras vive, esse risco de ingerência política deixa os investidores receosos.

Segundo Bevilacqua, a Petrobras produz muito o petróleo pesado e pouco o petróleo leve. "Só que o leve é muito importante para o combustível. Então, ela tem que importar o leve e exportar o pesado, que é utilizado mais em óleo diesel, lubrificantes etc. Se tiver alguma ingerência política e ela tiver prejuízo, quem paga a conta é a empresa, quem paga a conta é o acionista", disse.

Bevilacqua disse que, ao colocar ações dessa empresa na carteira de investimentos, é preciso considerar retorno e risco. "Na Petrobras, o retorno vale, mas o risco é alto", afirmou.

A explicação sobre a Petrobras começa em 33:17 no vídeo.

6) JBS (JBSS3)

A companhia é a maior produtora de proteína animal do mundo, com resultado bastante forte: 90% da receita da JBS vem de fora —apenas 10% da receita é em real. A empresa tem produção espalhada nos EUA, na América Latina e na Austrália, e isso pode beneficiar os investidores, segundo os analistas.

Segundo Benassi, a JBS está com margens bastante elevadas nos EUA, no setor de proteína bovina, de carne suína e de frango. "Isso é bastante interessante, porque a empresa não fica refém de uma região só", disse.

A explicação sobre a JBS começa em 37:06 no vídeo.

7) Rede D'Or (RDOR3)

A empresa do setor de saúde apresenta bons números. Segundo Benassi, ela tem a capacidade de fazer aquisições e aumentar a eficiência dos hospitais que adquire. "A Rede D'Or é muito boa em implementar esses processos e ter ganhos de eficiência maior", afirmou.

Benassi disse que, por ter uma marca muito forte, a empresa conseguiu aumentar a receita e a margem, mesmo com a alta dos custos de medicamentos.

Bevilacqua afirmou que o setor da saúde vai ficar no foco nos próximos anos, por conta da pandemia. "A hora que retomar a economia, com as pessoas voltando a ganhar dinheiro, haverá uma demanda muito maior por planos de saúde", afirmou.

A explicação sobre a Rede D'Or começa em 41:32 no vídeo.

8) Gerdau (GGBR3)

A companhia se beneficia de um cenário macro positivo para o seu mercado, assim como ocorre com a Vale. Ela tem um braço na mineração, mas é pequeno. Boa parte do resultado da empresa vem da siderurgia (aço).

Segundo Benassi, a Gerdau tem uma participação relevante nos EUA e boas margens em dólar.

"Mesmo com o aumento do custo da matéria-prima, que é o minério de ferro, ela conseguiu repassar preço. A empresa produz aços longos, usados principalmente na construção civil. E a construção civil está aquecidíssima", disse Benassi.

Para ele, dois fatores favorecem o setor: o câmbio desvalorizado e a demanda da China por aço. "Não há importação de aço. Então, as siderúrgicas nacionais perderam concorrentes", afirmou. O ebitda da Gerdau no primeiro trimestre de 2020 foi de R$ 1 bilhão; no primeiro trimestre deste ano subiu para R$ 4,3 bilhões.

A explicação sobre a Gerdau começa em 43:38 no vídeo.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL