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Investimento Ao Vivo

Analistas da Levante contam tudo sobre o mercado no Investimento Ao Vivo, que acontece quinzenalmente, às terças.


ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Empresas têm resultado acima do esperado, mas Bolsa segue caindo. Por quê?

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Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/11/2021 04h00Atualizada em 17/12/2021 15h15

Por um lado, as empresas têm apresentado resultados positivos em seus balanços trimestrais; por outro, a Bolsa está em queda. Como explicar isso? O assunto foi abordado no programa Investimento Ao Vivo, da casa de análise Levante Ideias de Investimento, uma parceria com o UOL.

O economista Rafael Bevilacqua e a especialista em investimento Julia Reis disseram que vários fatores impactam o sobe e desce da Bolsa, entre eles o risco fiscal, e que o resultado positivo das empresas não está refletindo no Ibovespa. "E isso é uma distorção", disse Bevilacqua.

Assista ao programa completo e confira toda a análise feita pelos economistas. Eles também responderam a perguntas sobre investimentos. O Investimento Ao Vivo é transmitido quinzenalmente na página inicial do UOL, e na página de Investimentos, mas fica disponível para consulta.

Vários fatores impactam no sobe e desce da Bolsa

Julia Reis explica que a oscilação da Bolsa é motivada por vários fatores, como o risco fiscal devido à preocupação de o governo romper o teto de gastos, a inflação e a alta dos juros, entre outros.

"Tudo isso e as questões políticas internas assustam muito o investidor local. É uma questão emocional até. Há vários cenários políticos que derrubam a Bolsa com uma facilidade muito forte", declarou Bevilacqua. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, caiu 13% no acumulado do ano.

Para ele, o que atrapalha o desempenho da Bolsa é "muito mais o barulho do que os dados das empresas, que têm vindo bons". "Esses ruídos têm atrapalhado demais a vida do investidor", afirmou.

Bolsa em queda abre oportunidades

Julia Reis diz que muitos investidores ficam "espantados" com esse movimento da Bolsa caindo. "Eles ficam com medo e não conseguem ver a oportunidade de negócio ali", afirmou.

Para Bevilacqua, é preciso distinguir neste cenário o valor das empresas. "No mercado, a tomada de decisão do investidor muitas vezes é volátil, não está apegada puramente ao fundamento da empresa. O valor da empresa não deve ser visto por semana, mês; o valor se mostra ao longo do tempo", explicou.

Segundo Julia Reis, o investidor deve ter paciência e uma estratégia de investimento, com equilíbrio na sua carteira.

"Não dá para ser ansioso no mercado financeiro. O imediatismo faz com que o investidor tome decisões não racionais. É preciso entender que em alguns momentos o preço do ativo está descolado e não está refletindo o real valor da empresa. Preço e valor costumam convergir no longo prazo. Entender isso como oportunidade, e sem medo", disse Bevilacqua.

Resultados das empresas não estão refletindo no Ibovespa

Os resultados das empresas deveriam refletir no Ibovespa e no preço das ações, mas não é o que acontece.

Segundo os analistas, as maiores empresas do Ibovespa têm apresentado crescimento da receita e de lucro no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020. São elas: Marfrig, Klabin, Suzano, Vale, Petrobras, Usiminas, Gerdau, Ambev e Weg.

"Mas isso não está refletindo no preço dos ativos. O preço das ações está caindo. É uma distorção", disse Bevilacqua.

Desempenho da Bolsa até o final do ano

Segundo ele, os pontos de atenção até o final do ano para o desempenho da Bolsa são a inflação e a tensão política.

"São pontos importantes para o investidor monitorar. Se a inflação se estabilizar e se houver uma redução na tensão política, com um tom mais conciliador, isso ajudaria o mercado. Pode haver uma melhora na Bolsa", afirmou.

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL