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Investimento Ao Vivo

Analistas da Levante contam tudo sobre o mercado no Investimento Ao Vivo, que acontece quinzenalmente, às terças.


ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

É o fim para o investidor da Bolsa? Veja se ainda há oportunidades na B3

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Colaboração para o UOL, em São Paulo

09/12/2021 04h00Atualizada em 17/12/2021 15h15

Com a alta dos juros, cresce o interesse pela renda fixa, ao mesmo tempo em que o interesse por modalidades de investimento consideradas mais arriscadas diminui. Diante desse cenário, surge o questionamento: será que é o fim para o investidor da Bolsa? O assunto foi abordado no programa Investimento Ao Vivo, da casa de análise Levante Ideias de Investimento, em parceria com o UOL.

"A Bolsa não acabou. Longe disso. Existem muitas oportunidades", afirmou o economista Rafael Bevilacqua, que, junto com a especialista em investimento Julia Reis, falou sobre os motivos que fazem o investimento valer a pena. Além disso, os dois também falaram sobre os principais títulos públicos da renda fixa.

Assista ao programa completo e confira toda a análise feita pelos economistas. Eles também responderam a perguntas sobre investimentos feitas pelos internautas. O Investimento Ao Vivo é transmitido quinzenalmente na página inicial do UOL, UOL Economia e UOL Investimentos, e fica disponível para quem quiser se aprofundar nos temas.

Taxa Selic para conter a inflação

Rafael Bevilacqua explica que o Copom (Comitê de Política Monetária) tem aumentado a taxa Selic para combater a alta da inflação. Segundo o economista, juros mais altos elevam o custo do crédito, o que, por sua vez, tende a frear o consumo, auxiliando no combate à alta dos preços de produtos e serviços. O efeito colateral dessa medida, entretanto, pode ser uma desaceleração da atividade econômica.

Para ele, a Selic serve como um "balizador". "Acaba sendo uma régua para todos os investimentos."

Poupança e títulos públicos de renda fixa

Os analistas explicam o funcionamento de algumas modalidades de investimento em renda fixa.

1) Poupança

A tradicional caderneta de poupança é provavelmente o investimento mais conhecido pelos brasileiros. Sua rentabilidade, entretanto, não é lá muito atrativa: a poupança rende menos do que a Selic, e frequentemente fica abaixo da inflação.

[A poupança] não é o melhor investimento. Paga abaixo da Selic e tem outras desvantagens, como creditar o rendimento apenas na data de aniversário. Se você retira antes da data, perde o rendimento daquele mês.
Julia Reis, especialista em investimento da Levante

Para ela, é possível deixar a poupança de lado e rentabilizar o seu dinheiro com outros investimentos, como os títulos do Tesouro Direto.

2) Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são considerados os investimentos mais seguros do país. Eles são títulos públicos disponíveis para compra na internet, que possuem liquidez diária — o que significa que você pode resgatar o título e contar com o valor em sua conta no mesmo dia em que é feito o resgate.

"Você está 'comprando' uma dívida do governo. E, na escala da economia, o governo é o último a quebrar", explicou Bevilacqua.

Existem três modalidades de títulos: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA. "Pode dar uma diferença na rentabilidade entre eles na hora de você resgatar. Pode ter lucro ou prejuízo, ao sair no momento errado. Por isso que você deve conhecer bem os títulos antes de investir", declarou o economista.

Julia diz que o investidor deve escolher em qual título investir de acordo com os seus propósitos. "A estratégia tem que estar alinhada com o que você espera desse investimento", afirmou.

Para conhecer e investir nesses títulos, você pode acessar a plataforma do Tesouro Direto ou fazer a aplicação via sua corretora de valores ou banco.

"Quanto mais distante for a data de vencimento, maior a rentabilidade", explicou Julia.

Tesouro Selic: indicado para a reserva de emergência, uma vez que é menos volátil do que os demais. É atrelado à taxa Selic: paga a taxa mais um bônus.

Tesouro Prefixado: paga uma rentabilidade combinada. Indicado para investimentos de longo prazo. Se você resgatar antes do prazo, pode haver oscilação do preço, para cima ou para baixo. Ou seja, você pode ter lucro ou prejuízo da rentabilidade, dependendo do cenário do dia do resgate.

"Por incrível que pareça, a renda fixa não é fixa. Você tem essa volatilidade", disse Bevilacqua. Julia diz que, se você resgatar o valor apenas na data do vencimento, vai receber a rentabilidade combinada.

Tesouro IPCA+: paga a inflação mais um bônus. É um título híbrido: um componente pós-fixado (IPCA) e um prefixado (bônus). Indicado para investimentos de longo prazo.

Para os dois especialistas, esse investimento é uma estratégia para proteger o seu dinheiro da inflação.

"A renda fixa melhorou. Ela estava na UTI, mas voltou. Hoje você consegue ganhos com bons títulos que estão pagando quase 1% ao mês", declarou Bevilacqua.

Vale ressaltar que as condições de investimentos citadas aqui são referentes ao dia 23 de novembro. As taxas podem variar de um dia para o outro.

Bolsa tem boas oportunidades

Bevilacqua diz que existem muitas oportunidades na Bolsa, e que as carteiras recomendadas da Levante trazem ativos que estão baratos. "2022 pode surpreender, porque [as ações] já estão precificadas", afirmou ele.

Para Julia, é justamente nesse momento, de Bolsa em queda, que são geradas as melhores oportunidades.

"É você comprar um ativo valendo menos do que ele deveria valer e ter um potencial de valorização muito maior. Ao invés de espantar as pessoas, esse movimento deveria ser ao contrário. É hora de buscar ativos com esse potencial de valorização. Assim você vai ganhar dinheiro na Bolsa", explicou ela.

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL