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Por que investir no Magalu e em famoso fundo imobiliário, segundo analista

Exclusivo para assinantes UOL

Do UOL, em São Paulo

19/05/2021 04h00

O Magazine Luiza (MGLU3) é quase uma unanimidade entre os analistas e a divulgação dos resultados da empresa do primeiro trimestre só reforça a ideia de que a empresa é um bom investimento.

"O resultado mostrou que a companhia continua em ritmo de forte crescimento, superando as expectativas do mercado, mesmo em meio às dificuldades causadas pela pandemia", afirma o economista Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimento.

Abaixo, o analista explica por que o Magalu segue sendo um bom investimento, e ainda avalia um famoso fundo imobiliário, que também entrou nas carteiras recomendadas montadas pelo profissional para os assinantes de UOL Economia+. Para quem ainda não pegou as recomendações, elas estão aqui:

Magalu: ações em crescimento em meio à disputa do e-commerce

No primeiro trimestre do ano, a empresa apresentou crescimento nas vendas de todos os canais. A taxa de crescimento das vendas on-line foi três vezes maior que a do mercado em geral, o que significa ganhos de participação de mercado.

O ebitda ajustado, que é uma métrica de geração de caixa, teve um crescimento de 56% no comparativo anual. As vendas brutas totais (GMV) foram 62,8% maiores que o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 12,4 bilhões. Já a receita líquida foi de R$ 8,2 bilhões, um crescimento de 57,7% no comparativo anual.

A companhia conseguiu reverter o prejuízo de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2020 e lucrou R$ 81,5 milhões no primeiro trimestre deste ano.

A competição no e-commerce está cada vez mais intensa, com nomes como Mercado Livre, Via Varejo (agora Via) e B2W se mostrando cada vez mais preparados para consolidar esse mercado. Apesar dos obstáculos, o Magalu segue como o principal nome do setor de e-commerce no Brasil, com a melhor logística e, em minha visão, com a estratégia de longo prazo mais interessante. Espero que a companhia continue a fazer o que sabe fazer de melhor, crescer e se consolidar cada vez mais em um mercado que ainda tem muito espaço de crescimento no país.
Felipe Bevilacqua

Para o analista, o Magazine Luiza é uma empresa de crescimento, dadas as características de seu negócio.

Para quem quiser entender mais, Bevilacqua fala sobre o que são as empresas de crescimento no módulo V do curso "Os Primeiros Passos do Grande Investidor". Você pode acessar o curso completo aqui.

As empresas de crescimento têm sofrido, nos últimos meses, com as movimentações de mercado, como a alta da taxa de juros dos EUA e um movimento chamado "rotação de carteiras", conhecido como rotation. A taxa de juros longa, em patamares mais elevados, impacta diretamente essas empresas, pois, por se tratar de empresas de crescimento, seu valor está no fluxo de caixa futuro, sendo esse afetado por taxas de juros mais elevadas.

Já o movimento de rotação de carteiras, rotation, começou em novembro de 2020. Após uma forte valorização das ações de crescimento nos primeiros meses de 2020, os investidores realizaram seus lucros e migraram para investimentos cíclicos, como ações do setor de commodities, por exemplo. Isso causou uma pressão negativa nas ações das empresas de crescimento e o Magazine Luiza não ficou de fora.
Felipe Bevilacqua

De fato, neste ano, as ações da companhia registram queda de 24,4% contra uma alta de 3,29% do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores.

Mas como falei anteriormente, no médio a longo prazos, isso tende a se corrigir, pois estamos falando da melhor empresa de e-commerce do Ibovespa, que, como nos mostra os resultados, consegue crescer sendo rentável.
Felipe Bevilacqua

Você pode acessar o relatório com a análise completa sobre o Magalu aqui.

Fundo imobiliário anuncia novas aquisições

O HGLG11, famoso fundo imobiliário, anunciou, no último dia 12 de maio, a aquisição de duas Sociedades de Propósitos Específicos (SPEs), proprietárias de imóveis, a SPE Ribeirão Preto e a SPE Washington Luiz.

O fundo vem fazendo uma reciclagem em seu portfólio e algumas mudanças na estratégia. Ele deixou de ser apenas focado na aquisição de ativos performados e com renda, uma vez que adotou uma estratégia a qual possibilita o desenvolvimento de ativos para depois da aferição de renda - algo que me agrada bastante.
Felipe Bevilacqua

Segundo o analista, as aquisições e mudanças de estratégia só trazem valor aos cotistas.

Nos meses de março e abril, o HGLG11 teve um rendimento de R$ 0,78 por cota/mês. Isso representa 0,45% do valor da cota.

Para ver a análise completa sobre o fundo, você pode acessar aqui.

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.