PUBLICIDADE
IPCA
+0,83 Mai.2021
Topo

Xepa na Bolsa: 6 ações baratas em que vale a pena investir

Exclusivo para assinantes UOL Economia+

Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/05/2021 04h00

Uma ação barata pode significar uma grande oportunidade de negócio. O investidor que acerta a mão ao apostar em um papel que está temporariamente defasado pode ter rendimentos bem acima da média da Bolsa de Valores. Mas existe também a possibilidade de ficar com um mico nas mãos —aquelas ações baratas de empresas que estão à beira da falência. Por isso, levar em conta apenas o preço é um mau negócio.

A pedido do UOL, a consultoria Economatica listou as empresas mais baratas do Índice Brasil 100 (IBrX100). Para concluir que essas ações estão em conta, a consultoria considerou o preço da ação sobre o valor do patrimônio líquido da empresa —ou seja, quanto custa o papel em relação ao valor da empresa. Esse indicador mostra o quanto o investidor está disposto a pagar pelo patrimônio da empresa, e serve para dar mais base para ele começar a escolher a ação na qual investir.

Ainda assim, esse número é apenas um ponto de partida. É preciso avaliar outros indicadores, como a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE), entre outros fatores para entender se o preço atual significa, de fato, uma oportunidade para fazer um bom negócio ou se é cilada. A partir da lista da consultoria, os analistas consultados pelo UOL apontaram quais papeis baratos têm potencial de retorno. Eles chegaram a seis empresas. Confira.

As empresas mais baratas da Bolsa

Confira abaixo as 27 empresas, entre as mais negociadas da Bolsa, que estão com bons preços, segundo o critério de preço da ação por valor patrimonial da empresa.

Confira a seguir as seis ações escolhidas pelos analistas a partir do ranking feito pela Economatica. Para eles, essas seis ações são oportunidades para os investidores.

MRV: expectativa de bom retorno

Para Bruce Barbosa, sócio-fundador da Nord Research, entre as ações baratas que realmente valem o investimento a principal é a da MRV (MRVE3). Recentemente, a empresa mudou o perfil de seus empreendimentos, deixando de focar nas faixas intermediárias do Minha Casa, Minha Vida para apostar também na média e na alta renda não só no Brasil, mas em outros lugares do mundo. "É daí que vem a oportunidade da MRV", diz o especialista.

A empresa já tem obras focadas nessas faixas de renda mais altas nos Estados Unidos. Segundo Barbosa, esses lançamentos podem entrar no resultado desse semestre. "Além disso, a MRV está começando a crescer na média e alta renda no Brasil, e isso ainda não está precificado [sendo considerado] nas ações". Os lançamentos nacionais e estrangeiros podem ajudar a fortalecer os resultados da empresa, inclusive, aumentando a margem de lucro da construtora.

Dany Chvaicer, sócio da Ébano Investimentos, diz que há um consenso no mercado sobre o atual valor defasado das ações da MRV e perspectiva de valorização ao longo deste ano. "A nossa casa de análise indica uma alta de mais de 50% do valor atual dela, o que é bastante expressivo".

Sanepar: preço das ações está defasado

O analista aponta um cenário semelhante para a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) (SAPR3), que está com ações baratas por conta da tempestade perfeita que se abateu sobre a empresa nos últimos oito meses. "Como o Paraná está sofrendo com a seca, as pessoas racionam", explica.

"É uma empresa com muito potencial, os múltiplos dela são muito melhores do que os valores que ela está sendo negociada", diz Chvaicer. Múltiplo é a relação entre o preço de uma ação e seus valores de operação, como dividendos e lucros, por exemplo.

Grupo Pão de Açúcar: empresa com fundamentos

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) pode ser outra opção interessante, segundo Chvaicer. Apesar da pequena queda de expectativa do mercado por conta da separação do lucrativo Assaí, o GPA pode ter seus papeis valorizados por conta da sua operação especializada em comércio de bairro e experiência do cliente.

"Tem várias casas de análise que dizem que as ações podem subir muito mais pela questão da capilaridade, da experiência do digital e das compras de bairro", diz.

TIM: capacidade financeira para crescer

Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, diz que o setor de telefonia pode ser uma opção interessante com as ações em preço baixo, já que o setor é menos volátil e tem apresentado resultados sólidos.

"Tem pouco para cair e espaço para subir se corrigir os preços a um patamar mais expressivo, que coincida com sua capacidade operacional. Pode apresentar uma boa valorização", avalia.

Dentro do setor, ele destaca a TIM (TIMS3) com boas possibilidades de valorização porque "tem apresentado há algum tempo resultado mais forte, uma resiliência maior devido à pandemia, com as pessoas migrando muito para o seu pré-pago. Além disso, tem capacidade financeira controlada e deve ser a grande vencedora do leilão da Oi Móvel, levando a maior participação", diz Esteter.

Aliansce Sonae e BR Malls: retomada do consumo pode ajudar ações

Em 2021, o investidor se deparou com a queda das ações de shoppings também. Segundo o analista da Guide, com a retomada e reabertura do comércio, há possibilidade de valorização dos papéis da Aliansce Sonae (ALSO3) e da BR Malls (BRML3) para o segundo semestre deste ano, conforme a economia for reabrindo.

"São empresas que devem se beneficiar bastante nesse cenário de abertura, apesar de já terem se recuperado um pouco ao longo deste ano, tendo espaço para mais apreciação".

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.