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Veja 8 corretoras que não cobram taxa para investimentos em ações e fundos

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Mitchel Diniz

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/07/2021 04h00

Na última segunda (26), a XP Investimentos anunciou que não cobrará taxa de administração para seu ETF (um tipo de fundo) que replica o Ibovespa, principal índice da Bolsa, até que o fundo atinja R$ 1 bilhão de patrimônio. A estratégia não é nova, e a corretora não é a única a zerar taxas para atrair novos investidores.

Com cada vez mais bancos, corretoras e gestoras no mercado, reduzir ou mesmo zerar custos das aplicações, como taxa de administração, performance e corretagem, têm sido cada vez mais comum, e beneficia os investidores. O UOL levantou as corretoras que também zeraram taxas para fundos e ações, e ouviu especialistas para entender como o investidor pode aproveitar melhor esse benefício.

Corretoras zeram corretagem para atrair clientes

A taxa de corretagem é um valor cobrado pelas instituições financeiras para intermediar operações na Bolsa. O investidor paga essa tarifa toda vez que compra ou vende uma ação, por exemplo. O valor dessa taxa é determinado pela própria corretora e quanto maior for a tarifa, menor tende a ser o rendimento da aplicação.

Com os juros baixos, o investidor tem buscado retornos maiores na renda variável e zerar a corretagem é também uma estratégia para atrair clientes. Pelo menos oito delas não cobram para intermediar compra e venda de ações, cotas de fundos e até mesmo títulos de renda fixa.

1. Clear

A corretora do grupo XP se apresenta como a primeira no Brasil a oferecer corretagem zero para todos os produtos negociados em Bolsa. A Clear também não tem taxa de custódia, que é o custo de armazenamento da ação ou título.

2. Toro Investimentos

Além de corretagem zero para compra e venda de ações, a Toro também isenta as operações com BDRs (certificados de ações negociadas no exterior), fundos imobiliários, fundos de investimento (incluindo ETFs), mini-contratos, renda fixa e Tesouro Direto.

3. Easynvest

A corretora do banco digital Nubank zerou a taxa de corretagem no último mês de abril. A isenção vale para compra e venda de ações e outras operações via home broker, seja pelo aplicativo ou pelo portal da empresa na internet. A Easynvest também não cobra taxa de custódia.

4. Inter

Correntistas do banco digital podem comprar e vender ações pelo home broker e também pelo site do Inter. Essas operações são isentas de corretagem e de taxa de custódia. A taxa zero também vale para operações de compra e venda no mesmo dia (day trade) e cobre fundos imobiliários, ETFs, BDRs e mercado futuro.

5. Órama

Assim como as demais corretoras, a Órama também não cobra taxa de corretagem nas operações via home broker. A regra também vale para ETFs, BDRs, opções e fundos imobiliários. Para operar com a mesa da corretora, é cobrado um valor mínimo de R$ 25,90 por ordem.

6. Rico

Outra corretora do Grupo XP que zerou a corretagem em diversas operações na Bolsa. A tarifa é isenta para compra e venda de ações, fundos imobiliários, BDRs e ETFs. Na renda fixa, a taxa é zero para Tesouro Direto. Nesse caso, só é cobrada a taxa de custódia da B3, de 0,25% ao ano, que também é recolhida pelas outras corretoras.

7. CM Capital

A corretora não cobra taxa de corretagem para operações com ações no mercado fracionário —mercado em que o investidor pode comprar apenas uma fração de uma ação e, por isso, é um mercado mais barato. No caso de compra e venda de ações pelo lote padrão (que é de 100 ações), é cobrada uma taxa de R$ 1,99 por ordem. Assim como nas concorrentes, fundos imobiliários, BDRs e ETFs também são isentos.

8. Genial Investimentos

A partir deste mês de julho, a corretora isentou a corretagem para negócios com ações, BDRs e investimentos com opções e commodities. Até então, a Genial não cobrava a taxa para operações no Tesouro Direto, com fundos imobiliários e ETFs de renda variável. A isenção para esses ativos continua valendo.

ETFs são a disputa da vez

A disputa da vez é sobre quem oferece a menor taxa de administração dos ETFs, fundos de investimento que replicam carteiras de ações. Ou seja, o investidor que compra uma cota desses fundos investe ao mesmo tempo em todas as empresas que compõem um determinado índice de ações.

"A pessoa que investe em ETF está na renda variável, com as oscilações desse segmento. É um investimento de longo prazo e não é para colocar um valor que você precise no curto prazo ou para alguma emergência", afirma Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro.

A XP zerou a taxa de administração de seu ETF que replica o Ibovespa, índice das ações negociadas na B3. O fundo (BOVX11), lançado no mês passado, tem mais de R$ 70 milhões investidos e a tarifa deve permanecer zerada até que o patrimônio alcance R$ 1 bilhão, segundo a corretora.

Essa promoção também vale para Rico e Clear, corretoras do Grupo XP. Por enquanto esse é o único ETF de Ibovespa isento de taxa de administração disponível no mercado, mas os demais fundos também cobram tarifas próximas de zero.

Veja os ETFs de Ibovespa que cobram as menores taxas de administração por ano, segundo a Quantum Finance:

1. XP (BOVX11): Zero
2. BTG (IBOB11): 0,03%
3. Itaú (BOVV11): 0,10%
4. Banco do Brasil (BBOV11): 0,18%
5. Bradesco (BOVB11): 0,20%
6. Safra (SAET11): 0,25%
7. BlackRock (BOVA11): 0,30%
8. Caixa (XBOV11): 0,50%

"Todo custo adicional faz com que o investidor tenha menos resultados do que o próprio índice, e zerar a taxa faz com que a rentabilidade chegue a mais próxima possível do Ibovespa", afirma Jonathan Camargo, assessor de investimentos da New York Capital.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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