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Quanto investir hoje para chegar aos 40 anos com R$ 1 milhão na conta

Quer ser milionário aos 40 anos de idade? Veja como alcançar esse objetivo - Getty Images/iStockphoto/Uelder-ferreira
Quer ser milionário aos 40 anos de idade? Veja como alcançar esse objetivo Imagem: Getty Images/iStockphoto/Uelder-ferreira
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Paula Pacheco

Colaboração para o UOL, de São Paulo

10/05/2022 04h00

Ter uma meta é um dos primeiros passos para quem quer se tornar investidor. Pode ser a compra do imóvel, custear as despesas do filho na universidade ou garantir a tranquilidade financeira ao se aposentar. Outros preferem trabalhar a partir de um valor. Por exemplo, chegar ao primeiro R$ 1 milhão em uma determinada fase da vida.

O UOL ouviu especialistas para saber quais são as recomendações para quem quer se tornar milionário aos 40 anos. Confira logo abaixo.

Saber controlar as finanças é essencial para alcançar o objetivo de se tornar milionário. Para isso, é necessário planejar os gastos de forma cuidadosa, segundo Brad Liebmann, CEO e fundador do alt.bank. Ele diz que sem o controle das finanças existe o risco de gastar demais e não sobrar dinheiro para reservar.

"Invista uma porcentagem regular de renda a cada mês, de preferência em um fundo de índice de ações, que diversifique o risco de escolhas de ações únicas e tenha baixos custos de aquisição e taxa anual", afirma Liebmann

Erros que te impedem de ser milionário

Entre os erros mais comuns, de acordo com o CEO, estão a falta de diversificação da carteira, as tentativas de entrada e saída do mercado nos momentos errados, e a falta de disciplina em manter o investimento inteiro até atingir seu objetivo.

Roberto Agi, sócio da Alta Vista Investimentos, declara ainda que outro erro é a concentração dos investimentos em uma ou poucas classes. "Tem quem acredite que uma boa tese é suficiente para multiplicar seu patrimônio. Mas o que vai trazer o retorno é a disciplina", declara.

André Schneider, especialista em investimentos e sócio da Warren, diz que quem quer se tornar milionário tem de construir uma base sólida de renda. Ou seja, uma carteira que permita, com o passar do tempo, aumentar os rendimentos, ter o suficiente para arcar com as despesas e ter parte do capital voltado ao ato de poupar.

Normalmente, o período de estruturação profissional vai dos 20 anos aos 30 anos. A partir daí, até os 40 anos, é quando o investidor costuma ter uma renda maior, portanto, mais fôlego para poupar. Nesse contexto, só atinge o objetivo de aumentar o patrimônio quem tem muita disciplina para acumular recursos e usar os juros a seu favor, de acordo com Schneider.

Um erro comum é focar em rentabilidade em vez de poupança e trabalho. Não existe mágica. Quanto antes começar a gerar uma boa renda e a poupar, melhor.
André Schneider, especialista em investimentos e sócio da Warren

Bia Moraes, educadora financeira da Ativa Investimentos, detalhou o rendimento de algumas simulações abaixo, considerando a Selic atual — de 12,75%. Os cálculos levaram em consideração três cenários: aporte inicial de 60 mil e resgate daqui a 19 anos, aporte inicial de R$ 100 mil e resgate em 10 anos, e um investimento que começa com R$ 400 mil para o saque depois de sete anos.

A especialista ressalta que os valores são aproximados, já que os títulos, na maioria, são pós-fixados.

"A Selic [taxa básica de juros] pode mudar nos próximos meses e anos, o que alteraria o aporte necessário, para cima ou para baixo. [Mas] o objetivo é o mesmo: chegar aos 40 anos com o valor líquido de R$ 1 milhão, ou seja, já descontados de taxas, como o Imposto de Renda, quando houver a incidência", diz.

Simulação 1: investimento iniciado hoje aos 21 anos

Investimento inicial: R$ 60 mil
Data do resgate: 15/8/2040 (em 19 anos)

Valor do aporte mensal:

  • Poupança: R$ 1.559;
  • CDB com 110% do CDI: R$ 589;
  • LCI/LCA 98% do CDI: R$ 726;
  • Fundo DI: R$ 816
  • Tesouro Direto: R$ 1.751,32*

*Fonte: Tesouro Direto (levantamento em 19 de abril de 2022). Para resgate em 15/8/2040 no Tesouro IPCA + juros semestrais 2040, o valor total seria de R$ 1.188.989,16 aos 40 anos.

Simulação 2: investimento iniciado hoje aos 29 anos

Investimento inicial: R$ 100 mil
Data do resgate: 01/01/2033 (pouco menos de 10 anos)

Valor do aporte mensal:

  • Poupança: R$ 4.908;
  • CDB com 110% do CDI: R$ 3.465;
  • LCI/LCA com 98% do CDI: R$ 3.417;
  • Fundo DI: R$ 3.827
  • Tesouro Direto: R$ 3.267,08*

*Fonte: Tesouro Direto (levantamento em 19 de abril de 2022). Para resgate em 1º/1/2033 no Tesouro Prefixado + juros semestrais 2033, o valor total seria de R$ 1.159.261,47 aos 40 anos.

Simulação 3: investimento iniciado hoje aos 33 anos

Investimento inicial: R$ 400 mil
Data do resgate: 01/01/2029 (pouco menos de 7 anos)

Valor do aporte mensal:

  • Poupança: R$ 4.524;
  • CDB com 110% do CDI: R$ 2.116;
  • LCI/LCA com 98% do CDI: R$ 1.194;
  • Fundo DI: R$ 1.909
  • Tesouro Direto: R$ 607,10*

*Fonte: Tesouro Direto (levantamento em 19 de abril de 2022). Para resgate em 15/5/2055 no Tesouro IPCA + juros semestrais 2055, o valor total seria de R$ 1.337.279,45 aos 40 anos.

Analista da Empiricus, Larissa Quaresma fez outras duas simulações com base em uma taxa de juros nominal de 8% ao ano e valores líquidos.

Os cálculos abaixo se basearam em uma carteira conservadora, apenas com ativos em renda fixa (como CDB, LCI, LCA, CRA, CRI e Tesouro Direto), com rentabilidade média de IPCA + 3% ao ano. Mas, como ela afirma, hoje é possível também encontrar títulos do Tesouro pagando IPCA + 5,8% ao ano, por exemplo.

Na média, quem fizer um aporte inicial de R$ 50 mil e aplicações mensais de R$ 2.000 — em uma carteira com 100% de produtos em renda fixa — vai precisar de 17 anos de disciplina para chegar a R$ 1 milhão.

Já quem tem 25 anos e vai começar a investir para alcançar essa meta terá de desembolsar, nas mesmas condições de mercado, em torno de R$ 2.500 ao mês, além de os R$ 50 mil iniciais.

A importância da diversificação

Para os especialistas, é importante que o investidor tenha sempre uma carteira diversificada e que seja calibrada de acordo com as novas condições de mercado.

Larissa, da Empiricus, por exemplo, recomenda ativos como renda fixa, ações, produtos que ofereçam proteção (como ouro e outros metais preciosos), além de papéis de empresas internacionais.

Diversificar os ativos, com produtos como prefixados, renda fixa indexada à inflação e Bolsa, e balanceá-los ao longo do tempo pode gerar menor risco de errar.
Roberto Agi, sócio da Alta Vista Investimentos

Entre as opções citadas pelo executivo, estão alguns fundos de investimento imobiliário (FIIs) —que hoje estão pagando CDI + 4% ao ano ou ainda inflação + 6%—, além de empresas listadas na Bolsa de Valores que têm valores de ações considerados baixos para o seu potencial.

Também fazem parte das recomendações feitas pelo sócio da Alta Vista alguns investimentos alternativos que buscam retornos mais elevados, pagando IPCA+12% ou até IPCA+15% ao ano.

No entanto, Agi afirma: "Quem está começando deve iniciar pelos produtos conservadores, aproveitando os prêmios gordos da renda fixa".

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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Errata: o texto foi atualizado
Em versão anterior deste conteúdo foi informada que a simulação três se referia a um "investimento iniciado hoje pelo pais de uma criança de 7 anos". O correto é que se trata de um investimento iniciado hoje aos 33 anos. A informação foi corrigida.