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Veja se vale investir na dona da Skol, empresa do homem mais rico do Brasil

Dona da Skol, Budweiser e Brahma vendeu 8,5% mais cervejas, em volume, no trimestre - iStock
Dona da Skol, Budweiser e Brahma vendeu 8,5% mais cervejas, em volume, no trimestre Imagem: iStock
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/07/2022 15h09

A vontade de encontrar os amigos e tomar uma cervejinha ganhou da inflação. Pelo menos é isso o que mostram os resultados da Ambev (ABEV3), dona de marcas como Skol, Brahma e Antarctica, divulgados hoje antes da abertura do mercado. Por isso, alguns analistas de mercado acreditam que a ação da companhia deve se valorizar 34% até o final do ano.

A Ambev é controlada pela InBev, que por sua vez tem entre seus principais acionistas Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, do 3G Capital. Lemann é o homem mais rico do Brasil e hoje tem US$ 14,4 bilhões em sua fortuna, segundo a Forbes.

"Este trimestre marca a primeira vez que vendemos mais de 40 milhões de hectolitros em um segundo trimestre, liderado pelo desempenho de cervejas e refrigerantes", destacou Jean Jereissati, presidente da empresa.

Entre abril, maio e junho, a Ambev, também dona da marca H2O!, vendeu 16,2% mais bebidas não alcoólicas que no mesmo período do ano passado e 8,5% mais cervejas, em volume.

Com isso, a Ambev chegou a um lucro ajustado de R$ 3,08 bilhões no segundo trimestre, 4,2% mais que em relação aos R$ 2,96 bilhões do mesmo trimestre de 2021.

Apesar do aumento da inflação, a empresa manteve a estratégia de aumentar a receita, já que mais pessoas passaram a sair de casa e, consequentemente, consumir as bebidas da empresa em bares, restaurantes, festas e outros.

Trigo e diesel mais caros impactaram custos Na outra ponta, a empresa sofreu com o aumento no preço de produtos básicos (commodities) que são a matéria-prima de seus produtos - dentre eles o trigo - e o diesel, combustível dos caminhões que fazem a entrega das bebidas. Por isso, o custo dos produtos vendidos por hectolitro subiu de 17,8%. Houve também maiores investimentos em vendas e marketing.

E como tudo isso se reflete nas ações? A ação ABEV3 está em leve alta hoje, de 0,07% às 15h.

Mas o BTG expressou preocupação com os próximos trimestres. "Ainda nos perguntamos como se comportarão as vendas num terceiro trimestre difícil e, mais do que isso, nos perguntamos se a próxima temporada de aumentos de preços será capaz de sustentar o ritmo de crescimento de volume", publicou o banco em relatório para acionistas.

É por conta desse risco que o BTG classifica a ação como neutra, melhor não comprar, nem vender. Mesmo assim, a estimativa do banco é que a ação - hoje negociada a R$ 14,86, com queda de 0.80% por volta das 13h30 - chegue a R$16 em 12 meses

O Itaú BBA estima rendimentos para ação de 21,5% em um ano, com o preço chegando a até R$ 18. O calor, a Copa do Mundo e as festas podem impulsionar a ação. Veja mais aqui.

A XP recomenda compra. "Desde a pior fase da covid-19 a recuperação tem sido heterogênea, porém constante, com sete dos dez maiores mercados onde a Ambev atua já atuando acima do total do segundo trimestre de 2019, uma vez que o comparativo com o segundo trimestre de 2020, durante a quarentena, é falho", ressaltou a XP

"Por isso reiteramos nossa recomendação de compra com preço alvo de R$ 20 por ação para o fim de 2022". É uma valorização de 34,59%.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.