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FMI: Grécia precisa ter dívida incondicionalmente reduzida

Washington, 23 Mai 2016 (AFP) - Um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta, nesta segunda-feira, que a Grécia precisa de uma redução incondicional de sua dívida com os credores europeus para poder se recompor financeiramente.

A análise do FMI sobre a sustentabilidade da dívida (DSA) também afirma que o alívio da dívida grega deve chegar a 2040, devido às limitadas possibilidades de crescimento econômico significativo e de superávit fiscal.

A DSA diz que Atenas enfrenta graves problemas para atingir a menor meta das condições da atual proposta de reestrutura da dívida que inclui um superávit primário de 1,5%.

"Um componente inicial de alívio da dívida sem condições é fundamental para dar um sinal forte e confiável aos mercados sobre o compromisso dos credores oficiais em assegurar a sustentabilidade da dívida", adverte o relatório.

A DSA questiona a posição, liderada pela Alemanha, de que Atenas se comprometa com reformas fiscais e estruturais mais profundas para que seus credores europeus aliviem sua dívida.

O relatório foi divulgado um dia antes da reunião dos ministros da Economia da zona do euro em Bruxelas para discutir a redução da dívida grega e a retomada do repasse dos empréstimos.

O FMI disse que contribuirá com recursos próprio para novos créditos à Grécia apenas se o Eurogrupo reduzir significativamente o peso do serviço da dívida para o país.

Considerados os maus antecedentes da Grécia sobre o cumprimento das metas nos três programas de resgate, o FMI afirma que "entende e apoia" a posição europeia de que o socorro deve incluir reformas econômicas.

"No entanto, o alívio da dívida condicionada à implementação de políticas não deverá ir muito além do período do programa", acrescenta o relatório, em referência a 2018, quando se deve concluir o programa de resgate de três anos.

O plano original desse programa determinava que Atenas alcançasse um superávit primário de 3,5% do PIB, excluindo-se gastos com a dívida.

O plano partia do pressuposto de que a economia do país voltaria a ter um crescimento firme, o que não aconteceu em meio ao crescimento lento da Europa e às tempestades políticas da Grécia.

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