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Máscaras de proteção viram prioridade para fábricas chinesas

Trabalhadores produzem máscaras de proteção para o rosto em meio à quarentena pelo coronavírus na província de Qingdao, na China - Liang Xiaopeng/Xinhua
Trabalhadores produzem máscaras de proteção para o rosto em meio à quarentena pelo coronavírus na província de Qingdao, na China Imagem: Liang Xiaopeng/Xinhua

13/02/2020 14h08

Pequim, 13 Fev 2020 (AFP) — A demanda de máscaras faciais de proteção se multiplica e, com isso, as fábricas chinesas que produzem iPhones, roupa, automóveis e até fraldas para bebês mudam sua rotina para fabricá-las e contribuir para o esforço de conter a epidemia do coronavírus.

A New Yifa fabrica produtos de higiene, como lenços umedecidos, guardanapos, ou lenços de papel. E, em apenas dois dias, conseguiu converter a cadeia produtiva de uma de suas unidades na província de Fujian, no leste do país. O objetivo: fabricar máscaras protetoras de papel.

O material é enviado imediatamente para médicos que precisam delas para evitar o contágio dos pacientes já infectados por COVID-19.

"Hoje, todos os nossos funcionários trabalham nas máscaras", disse por telefone à AFP o vice-presidente do grupo, Shen Shengyuan, acrescentando que a capacidade de produção chega a 600.000 unidades por dia.

Agora, o grupo planeja converter para a produção de máscaras sua unidade dedicada às fraldas.

Mas a mudança tem um custo. Para poder se concentrar nas máscaras, a New Yifa teve de adiar um pedido da ordem de 5,5 milhões de euros.

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Grave escassez

Segundo o último balanço, divulgado nesta quinta-feira (13), a pneumonia pelo novo coronavírus infectou cerca de 60.000 pessoas na China. O número de óbitos chega a 1.350.

As autoridades chinesas admitiram que o país precisa desse equipamento de proteção urgentemente, em particular na província central de Hubei, foco da epidemia, onde médicos e enfermeiras enfrentam sua grande escassez.

Trabalhando em tempo integral, as fábricas chinesas podem produzir cerca de 20 milhões de máscaras por dia.

Diante da atual emergência, na terça-feira, o ritmo de produção chegou a 94% de sua capacidade, apontou Xia Nong, funcionário da Agência Nacional de Planejamento Econômico (NDRC).

Nesta quinta, convocou as empresas que ainda não alcançaram este nível a que o façam "o quanto antes".

Além da New Yifa, empresas de outros setores também estão se dedicando a sua fabricação.

Smartphones e petróleo

O grupo taiwanês Foxconn, que monta produtos eletrônicos para o gigante americano Apple, como iPhones, começou a produzir máscaras em sua fábrica de Shenzhen, sul da China.

Meta: despachar dois milhões de máscaras por dia até o fim de fevereiro. Serão destinadas aos trabalhadores do grupo, mas também fornecerão para fora.

O fabricante de carros elétricos BYD disse à AFP que espera produzir cinco milhões de máscaras e 50.000 garrafas de desinfetante por dia, também até o final do mês.

Sua produção em larga escala deve começar na segunda-feira. As máscaras serão enviadas, principalmente, para hospitais e para regiões mais afetadas.

Além disso, 14 empresas têxteis de Ningbo (província de Zhejiang, leste) desejam produzir um milhão de máscaras em 20 dias, segundo a agência de notícias Xinhua.

Uma empresa mista do grupo automotivo americano General Motors na China também participa desta mobilização. A Sinopec, gigante chinês do petróleo, anunciou que prevê fabricar mais de um milhão de máscaras por dia antes de 10 de março, graças a 11 novas cadeias de produção.

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