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Bebidas leves e 'saudáveis' conquistam cardápios diurnos

Kate Krader

(Bloomberg) -- O luxo de beber durante o dia já não se limita aos fins de semana. Muitos restaurantes dos EUA estão expandindo seus cardápios para oferecer drinques adequados para o período diurno também durante a semana.

Destilados com baixo teor alcoólico, como o vermute, e opções saudáveis para misturar a ele, como suco verde, kombucha e chá verde, são destinados a consumidores de coquetéis que querem uma bebida relaxante ou apenas uma dose de prazer quando não estão trabalhando. A jornalista e habitué de programas de culinária televisivos Kat Odell tem um novo livro precisamente sobre o assunto: "Day Drinking: 50 Cocktails for a Mellow Buzz", que inclui receitas para diversas variações de michelada, inclusive uma com molho de tomate.

Embora a revolução dos coquetéis da última década tenha dado destaque a bebidas mais fortes e destiladas, os drinques mais leves dão as cartas durante o dia. "A moda atual dos coquetéis estilo pré-Lei Seca -- misturas altamente alcoólicas de destilados e sabores amargos -- não é nada amigável para o almoço", diz James Truman, que está lançando um programa de coquetéis para o almoço em seu restaurante vegetariano, o Nix. "Especialmente se você pretende voltar ao trabalho depois."

A carta de vinhos para o café da manhã

Na próxima vez que pedir um brunch no Freek's Mill, no Brooklyn, em Nova York, você receberá um cardápio completamente novo: a carta de vinhos para o café da manhã. Com a palavra, o diretor de bebidas, Alex Alan: "Temos uma carta de vinhos tão extensa para o jantar que eu quis criar algo menor e mais gerenciável, cheio de vinhos refrescantes e aptos para tomar durante o dia." Entre eles está o espumante rosé Parigot Crémant da França e o Chenin Blanc Minimalist 2014, da Paumanok, de Nova York; a garrafa mais cara é a da Paumanok, de US$ 70. "Esses vinhos não vão tornar seu dia mais lento. São vinhos para o café da manhã", diz Alan, sobre a carta composta por 14 garrafas. Ele oferece também um vermute rotativo vendido por taça; a opção inaugural é o Uncouth, com sabor a ruibarbo.

O fator suco

Na Houseman -- a moderna cafeteria de estilo mediterrâneo do bairro Tribeca, em Nova York --, a carta tem uma seção "spa" e nela há um item rotulado simplesmente como "suco verde", por US$ 12. Parece bastante inócuo, mas esse suco verde em particular é feito com um toque de gim, o que explica o preço; se você o quer sem álcool, peça a versão virgem. O chef e proprietário Ned Baldwin diz que o drinque inclui couve, gengibre e bastante pepino. "Não é novidade para ninguém que o pepino casa muito bem com o gim Hendrick's", diz ele. "Não foi preciso nem pensar para adicionar um toque da bebida."

Almoço com baixo teor alcoólico

Enquanto isso, no novo Loosie's Cafe, a mais nova filial do Loosie's Kitchen com ar de New Orleans no Brooklyn, o happy hour começa todos os dias ao meio-dia. Neste espaço cheio de plantas, a vibrante e ligeiramente terrosa margarita com couve e chá verde (US$ 5 até às 18 horas) já é uma das opções mais vendidas. O clima de verão do lugar inspira os clientes a pedir uma bebida refrescante, segundo o coproprietário Vincent Marino. Ele prega a sensação de relaxamento de férias que vem ao beber no meio do dia e exalta a sensação positiva gerada pelo coquetel, com o qual as pessoas se preocupam mais de dia do que à noite. "Adoramos nossas margaritas e adoramos nosso chá verde", diz Marino. "Gostamos de pensar nisso como uma forma de beber e se desintoxicar ao mesmo tempo."

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