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Twitter vai marcar tuítes de Trump que violarem as regras

Kurt Wagner

27/06/2019 13h49

(Bloomberg) -- O presidente dos EUA, Donald Trump, percorre uma linha tênue no Twitter, publicando rotineiramente comentários que podem fazer com que uma pessoa menos conhecida seja suspensa ou bloqueada por quebrar as diretrizes do usuário da empresa.

O Twitter nunca suspendeu Trump, embora muitas vezes o presidente publique insultos a seus rivais políticos e membros da mídia. Quando o presidente tuitou uma ameaça não tão velada ao ditador norte-coreano Kim Jong Un em setembro de 2017, a empresa explicou no momento que certos tuítes - presumivelmente os de Trump - teriam muita relevância para serem eliminados.

Na quinta-feira, o Twitter anunciou um novo plano que poderia ser aplicado ao presidente: esconderá "conteúdo controverso ou comportamento que pode violar as regras" por trás de um aviso que explicará que o tuíte é contra as diretrizes da empresa, mas serão mantidos por "interesse público legítimo". Os usuários precisarão clicar no aviso para ver a postagem, que também será removida de algumas seções do aplicativo. O Twitter também disse que seu software tentará limitar a disseminação desses tuítes na rede social.

Uma porta-voz da empresa disse que o novo selo não foi lançado por causa de um usuário específico, mas as restrições sugerem o contrário: o selo só será usado para contas verificadas pertencentes a funcionários do governo ou candidatos a cargos governamentais, com mais de 100.000 seguidores.

"Pela natureza de suas posições, esses líderes têm influência excessiva e às vezes dizem coisas que podem ser consideradas controversas ou convidam a debates e discussões", escreveu o Twitter em post. "Uma função crítica do nosso serviço é fornecer um lugar onde as pessoas possam responder abertamente e publicamente aos seus líderes e responsabilizá-los".

Trump reclamou do Twitter em várias ocasiões nos últimos meses, incluindo uma acusação nesta semana de que a empresa está criando dificuldades para que as pessoas sigam sua conta, que tem mais de 61 milhões de seguidores. Com o período de campanha presidencial dos EUA em 2020 se aproximando rapidamente, é possível que esse recurso possa ser usado mais cedo ou mais tarde.