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Ministros ibero-americanos pedem parceria regional para fomentar turismo

Madri, 17 jan (EFE).- Ministros de Turismo ibero-americanos apresentaram nesta terça-feira em Madri as oportunidades de investimento em seus respectivos países, cientes da importância econômica do setor, e destacaram a necessidade do trabalho conjunto.

Ao todo, 12 países enviaram representantes à XX Conferência Ibero-Americana de Ministros e Empresários de Turismo (CIMET), que reúne a cada ano em Madri a enviados políticos da região com empresários espanhóis do setor para fomentar o investimento.

Todos os ministros ressaltaram a necessidade de proporcionar a mobilidade de turistas entre os diferentes países, para o qual consideraram fundamental melhorar a conectividade em um mundo cada vez mais global.

O ministro do Turismo do Brasil, Marx Beltrão, disse que o país quer impulsionar o setor após os grandes eventos dos últimos anos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, e iniciou uma campanha de promoção internacional que consolide os bons dados de 2016.

Beltrão apostou em uma parceria entre o setor público e o privado após a experiência olímpica, afirmou que "juntos somos mais fortes" e defendeu o turismo como um motor que impulsione a economia brasileira depois dos dados ruins de anos anteriores.

O argentino Gustavo Santos comentou que seu país "voltou a se abrir para o mundo" e deseja facilitar os investimentos estrangeiros. Santos afirmou que existe uma "profunda vocação sul-americana para se integrar como região e se oferecer ao mundo".

A chilena Javiera Montes considerou que o turismo permite diversificar a matriz produtiva e apostou em políticas para melhorar a conectividade e para simplificar os vistos, de modo a facilitar a chegada de turistas após aumentar esta em 26% em 2016.

Montes defendeu a promoção do turismo no seio da Aliança Pacífico (organização à qual pertencem Chile, Peru, Colômbia e México) para crescer em mercados distantes, assim como a colaboração com a Argentina.

Pela Colômbia, a ministra Claudia Lacouture defendeu um "turismo em paz", que permitirá "transformar os territórios em conflito em territórios em paz", após a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e a guerrilha das Farc no ano passado, o que pôs fim a 50 anos de violência.

Lacouture destacou a importância do turismo para a economia colombiana por levar as oportunidades que oferece a todas as regiões do país uma vez livres de violência.

O Paraguai, com a ministra Marcela Bacigalupo, pediu o "aumento da conectividade interregional" de um país que lidera as rotas multidestino.

O México, segundo país no ranking de turismo na região ibero-americana e que tem como principal cliente os EUA, apostou pela diversificação no restante do continente e na Europa.

"Trabalhamos para construir pontes, não paredes. Os sul-americanos são nossos principais aliados", disse a vice-ministra de Turismo mexicana, Teresa Solís.

Cuba, representada pelo ministro Manuel Marrero, mostrou aos investidores espanhóis as mudanças feitas pelo governo para facilitar o investimento estrangeiro, tanto em infraestruturas como em hotéis.

"Seguimos apostando no investimento estrangeiro", disse, ao lembrar a desvantagem do bloqueio americano, que impede Cuba de ter acesso a uma grande parte do mercado.

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