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Sindicato cogita adiar greve em conflito com Petrobras após pedido de Vázquez

23/05/2019 19h43

Montevidéu, 23 mai (EFE).- O Sindicato do Gás do Uruguai e a central sindical PIT-CNT estudam adiar a greve geral prevista para o próximo dia 27 de maio pelo conflito com a Petrobras depois de se reunirem nesta quinta-feira com o presidente do país, Tabaré Vázquez.

Depois da reunião, o presidente da PIT-CNT, Fernando Pereira, afirmou em entrevista coletiva que vê com bons olhos a possibilidade de aceitar a postergação como um "gesto claro" de que não estão "apaixonados pelo conflito", mas querem encontrar soluções.

"Construímos uma lógica clara no discurso de que a nossa saída é o diálogo e a negociação. Não temos nenhum tipo de intransigência na hora de aceitar que o Poder Executivo nos solicite tempo para tentar encontrar uma saída", declarou.

Segundo detalhou Pereira, a reunião também contou com a presença dos ministros de Economia, Danilo Astori; Trabalho e Seguridade Social, Ernesto Murro; Indústria, Guillermo Moncecchi; e do secretário da presidência, Juan Andrés Roballo.

"Não estamos apaixonados por um conflito, estamos apaixonados pela saída de um conflito e isso requer diálogo, vontade política, propostas e, sobretudo, como em qualquer negociação, uma mesa onde se encontrem acordos", acrescentou.

Pereira disse que aceitaram o pedido de Vázquez porque encontraram "uma proposta séria, uma atitude política adequada e uma ação de governo atinada".

"O movimento sindical vai manter a paciência que é preciso ter quando um conflito chega a este nível", completou.

Por sua parte, o integrante do Sindicato do Gás, Alejandro Acosta, disse que transmitiram a Vázquez a necessidade de chegar a "uma saída entre todos" e que o fundamental para chegar a isso é resguardar os postos de trabalho.

A decisão de adiar a greve será votada em assembleia nesta sexta-feira.

A Petrobras é a controladora da Distribuidora de Gás de Montevidéu (DGM), da qual tem 100% da capital, e da igualmente distribuidora de gás Conecta, da qual tem 55%.

A companhia petrolífera estatal brasileira anunciou em 26 de abril a venda de novos ativos, que incluem oito refinarias no Brasil e a rede de postos de gasolina PUDSA no Uruguai.

O conflito dos trabalhadores com a empresa data de 2016 após várias demissões e incluiu greves de fome e ocupações de distintas sedes da companhia.

No último dia 30 de abril, três trabalhadores da Petrobras começaram uma greve de fome para pressionar o governo do Uruguai a começar a negociar a saída da empresa do país. Um deles precisou deixar o protesto por problemas de saúde. EFE

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