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Alta do dólar não deve ser tomada com surpresa, diz presidente do BNDES

Alan Marques/Folhapress
Imagem: Alan Marques/Folhapress

Cynthia Decloedt e Circe Bonatteli

São Paulo

14/09/2018 12h16

A alta para perto de R$ 4,20 do dólar observada na quinta-feira (13) não deve ser tomada com surpresa, já que esse é um evento recorrente nos processos pré eleitorais.

A avaliação é do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Dyogo de Oliveira, realizada nesta sexta-feira (14), na abertura do Fórum Brasileiro das Incorporadoras, promovido pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), em São Paulo.

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"Se atualizarmos o câmbio de 2002, daria a mais de R$ 8. O que estamos assistindo é 50% do nível de estresse de 15 anos atrás e isso mede a evolução que tivemos enquanto economia e País", citou Oliveira.

De acordo com ele, o comportamento não é minimamente comparável com o que o país viveu nas últimas cinco décadas, "em que a economia tinha dependência de uma ou duas commodities agrícolas, para uma economia ainda de commodities mas diversificada".

Oliveira relembrou que o Brasil convive com equilíbrio da balança, reservas internacionais, inflação controlada e um regime institucional sólido.

"O impacto da eleição nas nossas vidas e decisões econômicas é menor, porque já avançamos em várias pautas, o que fará com que nenhum dos candidatos ande para trás em pautas já consolidadas", previu.

De acordo com ele, qualquer que seja o presidente eleito, haverá continuidade aos grandes avanços obtidos, embora "cada um deva colocar seu encaminhamento, pode ter mais ou menos impacto no crescimento".

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