ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Questão sobre o acordo do clima será equacionada por Bolsonaro., diz Temer

Altamiro Silva Junior e Anne Warth, enviados especiais

Buenos Aires

30/11/2018 19h45

O presidente da República, Michel Temer, disse acreditar que Jair Bolsonaro (PSL) não vai abandonar o Acordo de Paris sobre o clima. "Essa questão vai ser devidamente equacionada. Não vejo nenhuma atitude do novo governo detrimentosa para o meio ambiente", afirmou em entrevista à imprensa na tarde desta sexta-feira, 30, após participar das primeiras plenárias da reunião de cúpula do G20 em Buenos Aires.

"Estas questões são levantadas, mas depois são equacionadas", afirmou Temer sobre a intenção de Bolsonaro de deixar o Acordo de Paris. "Esse tema não surgiu nas discussões" disse Temer ao ser questionado sobre a declaração do presidente francês, Emmanuel Macron, de que a União Europeia não pretende negociar acordos comerciais com quem pretende deixar o acordo.

Temer disse que houve redução do desmatamento no Brasil e, perguntado se Bolsonaro mudaria de opinião sobre o Acordo de Paris, disse não crer que haverá modificação nessa posição. "Não tenho nem um dado concreto que me autorize a dizer que haverá alguma modificação."

O presidente Temer disse que trouxe mensagem de Bolsonaro de que o "Brasil acolhe com muito gosto" os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A partir de 2019, o Brasil assume a presidência do grupo. Já sobre o Acordo de Paris, disse que não recebeu mensagem de Bolsonaro para ser transmitida ao G20.

Ainda na entrevista, Temer foi questionado sobre o indulto de Natal para presos na Operação Lava Jato que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). Temer disse que ficaria muito "caceteado" se o STF dissesse que o foco jurídico do texto está errado. "No instante em que o Supremo disse que o Temer acertou sobre o foco jurídico, estou tranquilíssimo. Não há arrependimento nenhum. Arrependimento haveria se contestassem a tese". Se o Supremo declarasse inconstitucional, Temer acataria a decisão.

Mais Economia