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Febraban: bancos liberam R$ 472,6 bilhões em crédito desde início da crise

O levantamento abrange empréstimos contratados no período, renovações e postergações de dívidas - Getty Images/iStockphoto
O levantamento abrange empréstimos contratados no período, renovações e postergações de dívidas Imagem: Getty Images/iStockphoto

Aline Bronzati

São Paulo

11/05/2020 10h43

Os bancos já liberaram cerca de R$ 472,6 bilhões em crédito novo para famílias e empresas desde o início da crise causada pela pandemia do novo coronavírus no Brasil, conforme dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O levantamento, divulgado hoje, abrange empréstimos contratados no período, renovações e postergações de dívidas realizadas entre os dias 16 de março e 30 de abril.

Do volume total, as novas contratações de crédito totalizaram R$ 326,7 bilhões. Além disso, os bancos também liberaram R$ 105 bilhões em renovações feitas no período, marcado pelas medidas de isolamento social, que colocaram os brasileiros dentro de suas casas para tentar conter o avanço da doença no País.

Já a postergação de dívidas em dia soma até agora um volume de R$ 40,8 bilhões, considerando as parcelas repactuadas no período. Do total, dois terços referem-se à pessoa física e o restante a empresas. Assim, os bancos renegociaram 7,4 milhões de contratos de crédito adimplentes durante a crise, cujo saldo devedor total é de R$ 425 bilhões. "Esses valores trazem alívio financeiro imediato para empresas e pessoas físicas, que passaram a ter uma carência entre 60 a 180 dias para pagar suas prestações", destaca a Febraban, em nota à imprensa.

Desde o início da crise gerada pela covid-19 no Brasil, os bancos passaram a oferecer carência de 60 dias para as dívidas existentes, suportados por medidas do Banco Central. Mais recentemente, diante da extensão e gravidade do cenário, essas instituições começaram a ampliar esse prazo. O Itaú Unibanco estendeu a carência de 60 dias para 120 dias no caso da pessoa física e 180 dias na jurídica. O rival Bradesco também prepara anúncio para breve no intuito de ampliar a carência de dívidas durante a crise.

Economia