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'A culpa é de quem? É tudo minha?', diz Bolsonaro sobre preço dos combustíveis

29.out.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante cerimônia em Campinas (SP) - Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo
29.out.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante cerimônia em Campinas (SP) Imagem: Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Pedro Caramuru, Matheus de Souza e Emilly Behnke

Brasília e São Paulo

12/02/2021 13h06

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou na manhã de hoje que os "problemas estão se avolumando" no país. Entre as questões, o presidente destacou a perda de poder aquisitivo de parte da população, a inflação "além do normal" nos produtos de primeira necessidade e o preço dos combustíveis.

"A culpa é de quem? É tudo minha?", argumentou Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Entre as preocupações do Executivo —que sofre pressão de setores do transporte, como caminhoneiros—, está o preço dos combustíveis e do gás de cozinha, impulsionados pela alta do petróleo.

Pelas redes sociais, Bolsonaro lançou a proposta de que enviem a ele notas fiscais de postos de combustíveis com as alíquotas dos impostos federais e estaduais cobradas ao abastecer. Segundo o presidente, "mentem na nota fiscal". "Falam que só eu estou cobrando imposto."

"É igual ao gás de cozinha. Está em média R$ 90 reais. Está caro? Está. O pessoal cobra de mim. O preço lá na origem tá (sic) menos de R$ 40. O imposto federal, se eu não me engano, é R$ 0,16. Então, R$ 40 mais R$ 0,16 não justifica chegar a tanto, a R$ 90", disse o presidente a apoiadores.

"São cartéis, cartéis poderosíssimos com dinheiro, com bilhões, contra mim", justificou o presidente. "Alguns, que eu fico chateado pela ignorância, apontam: tem que resolver. Só com fuzil na mão, e ninguém quer fazer isso daí. Agora, nós vamos chegar lá, não adianta dar pancada em mim", completou.

'Pipoca daquela cadeira presidencial'

O presidente do Brasil afirmou não ter "apego" à Presidência da República. Disse: "não tenho apego àquela pipoca daquela cadeira presidencial".

E acrescentou: "É uma desgraça aquele negócio, mas é uma missão. Enquanto Deus permitir eu vou estar lá", emendou.

Mercado financeiro

Bolsonaro também voltou a reforçar críticas ao mercado financeiro. "A Bolsa e o dólar não reagem como a gente pensa", afirmou.

Ontem, durante transmissão semanal ao vivo, Bolsonaro disse que o governo quer "tratar da diminuição dos impostos num clima de tranquilidade e não num clima conflituoso no Brasil".

"E o pessoal do mercado, qualquer coisa que se fala aqui, vocês ficam aí irritadinhos na ponta da linha, né. Sobe dólar, cai a bolsa", afirmou, durante live semanal.

Críticas ao isolamento

O presidente ainda voltou a criticar as políticas de isolamento a fim de conter a transmissão do novo coronavírus. "O problema não é só isso, combustível, não.

Essa política do fica em casa, a economia a gente vê depois, bateram bastante em mim. Agora estão cobrando que estão desempregados. Quem mandou ficar em casa, fechou o comércio e destruiu empregos não fui eu", completou.

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