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BC está comprometido em perseguir centro da meta da inflação em 2022 e 2023, diz diretor

16.nov.2020 -  Diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra - Raphael Ribeiro/BCB
16.nov.2020 - Diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

Thaís Barcellos e Célia Froufe

Em São Paulo e Brasília

07/10/2021 12h43

Em linha com a comunicação recente dos membros do Copom (Comitê de Política Monetária), o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou que o colegiado está comprometido em perseguir centro da meta de inflação em 2022 e 2023, anos considerados no horizonte relevante. "Todas as decisões de março para cá têm mirado esse objetivo", disse, durante live organizada pelo BTG Pactual.

Serra destacou que a evolução da inflação de serviços no Brasil ainda está menor do que outros países, com exceção da China.

Em sua avaliação, a normalização da cesta de consumo esperada com a melhora da pandemia, com aumento de serviços e redução de bens, tem sido mais lenta, talvez pelo volume alto de estímulos presentes no mundo. "O deslocamento de demanda (de serviços para bens) criou um choque de demanda que torna mais difícil a visibilidade desse processo."

Segundo o diretor do BC, o destaque na inflação brasileira são os comercializáveis, como alimentos e combustíveis.

Em sua apresentação, citou que a alta dos preços relacionados à energia no Brasil só perde para a Turquia. "O real não se valorizou com as commodities. O choque de preços quando junta os dois é gigante."

Ele ainda reconheceu que a desvalorização do câmbio no Brasil foi maior do que na América Latina, mas citou que outros emergentes têm expectativas de inflação acima da meta, principalmente para 2022. Ele ponderou, contudo, que cada país deve reagir de uma maneira.

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