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Guedes: BC tem de ficar de olho na inflação, não pode ficar atrás da curva

O ministro da Economia Paulo Guedes em pronunciamento à imprensa - Ueslei Marcelino/Reuters
O ministro da Economia Paulo Guedes em pronunciamento à imprensa Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Eduardo Gayer, Lorenna Rodrigues, Thais Barcellos e Eduardo Rodrigues

Brasília, 22

22/10/2021 17h22

Em meio à escalada dos preços do País, com impacto no bolso dos brasileiros, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, 22, que o Banco Central precisa ficar de olho na inflação - e na frente da curva. "Obrigação do BC é não ficar atrás da curva, tem de correr", declarou o ministro, em coletiva de imprensa. "O fiscal piorou um pouco? Tem de correr um pouco atrás com juro, também", acrescentou.

De acordo com o ministro, quem precisa ser observado em situação de aumento generalizado dos preços é o Banco Central. "Toda vez que tiver aumento localizado, comida, material de construção, é temporário. Agora, está ficando generalizado, está subindo tudo? Todo mundo tem de olhar para o BC", declarou, ressaltando, em seguida, que sua obrigação é "dar cobertura" para a autoridade monetária.

Com o mesmo discurso do presidente Jair Bolsonaro, Guedes destacou que a inflação é um processo mundial e defendeu sua atuação à frente da política fiscal, mesmo após o governo fechar acordo para alterar o teto de gastos e viabilizar um Auxílio Brasil de R$ 400. "Quando eu saí para ir aos Estados Unidos, o fiscal estava super arrumado", avaliou. O ministro esteve em solo americano na semana de 11 de outubro para participar de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Após dias de tensão no mercado financeiro com a decisão do governo em alterar o teto de gastos e oferecer ajuda a caminhoneiros, além da repercussão negativa da debandada na Economia, Guedes ainda afirmou hoje que a política "testa os limites da economia" e provoca reações no mercado. "Mostram que o caminho não é certo e todo mundo corrige um pouco", declarou o ministro.

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