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Petrobras embolsa R$ 27 bilhões vendendo refinarias e outros ativos em 2021

Em comunicado, Petrobras destaca a venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, por cerca de R$ 10 bilhões - Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo
Em comunicado, Petrobras destaca a venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, por cerca de R$ 10 bilhões Imagem: Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo

Beth Moreira

Em São Paulo

15/12/2021 11h27Atualizada em 15/12/2021 16h54

A Petrobras disse hoje que a venda de ativos neste ano resultou na entrada no caixa da companhia de aproximadamente US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 27,4 bilhões) até 7 de dezembro.

Segundo a estatal, o montante de investimentos nos primeiros nove meses do ano, US$ 6,1 bilhões (R$ 34,8 bilhões), já supera o total desinvestido.

"Os resultados alcançados em 2021 foram muito importantes e mostram que seguimos perseguindo uma gestão ativa de portfólio que permita que a companhia foque seus investimentos nos negócios em que tem maior expertise e possa obter o melhor retorno", ressalta em nota a gerente executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Lopes do Vale Saraiva.

A empresa ressalta que os recursos obtidos com os ativos vendidos são essenciais para que a empresa consiga investir em ativos que proporcionam maior retorno.

O resultado do ano é fruto da assinatura de venda de 17 de ativos e da conclusão de 14 processos de desinvestimento ao longo deste ano, detalha a petroleira.

Dentre os principais marcos do ano, a empresa destaca a conclusão da venda da RLAM (Refinaria Landulpho Alves), na Bahia, por US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões), para o fundo Mubadala.

"Com a conclusão da venda da RLAM, realizada em 30 de novembro, a Petrobras segue firme no compromisso firmado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para a venda de 50% da sua capacidade de refino", ressalta.

Também em 2021 foram assinados os contratos de venda da REMAN (Refinaria Isaac Sabbá), no Amazonas, e da SIX (Unidade de Industrialização do Xisto), no Paraná.

Seguem em andamento os processos visando a assinatura do contrato de venda da REGAP (Refinaria Gabriel Passos), em Minas Gerais, e da LUBNOR (Lubrificantes e Derivados do Nordeste), no Ceará.

Entre os ativos de Exploração e Produção, alguns dos movimentos em 2021 foram as conclusões da venda de campos em terra e águas rasas, como os polos Miranga e Rio Ventura, na Bahia, e Rabo Branco e Do-Re-Mi, em Sergipe.

A empresa cita também o avanço nos processos para desinvestimento nos campos de Albacora e Albacora Leste, em fase vinculante, e no campo de Papa-Terra, com contrato de venda assinado, ambos no Rio de Janeiro.

Outras operações de ativos relevantes fechadas no ano foram a oferta pública de ações da BR Distribuidora, que resultou em US$ 2,2 bilhões (R$ 12,5 bilhões), a assinatura da venda da Gaspetro e a conclusão da venda dos 10% remanescentes da NTS.

A estatal lembra que a gestão de portfólio na Petrobras está lastreada na saída de ativos menos aderentes ao plano estratégico dela e realocação de recursos em ativos onde está o foco da companhia, como os campos em águas profundas e ultraprofundas do pré-sal.

"Os recursos oriundos da venda de ativos são fundamentais para projetos como o desenvolvimento exploratório de novas fronteiras o caso de áreas na chamada SEAP (Margem Equatorial e em Sergipe Águas Profundas), nas regiões Norte e Nordeste do país, além da exploração das bacias de Santos e Campos, no Sudeste", diz a estatal.

"Assim como são fundamentais no avanço da implementação do programa RefTOP, que busca reposicionar o setor de refino da Petrobras, colocando-a entre as melhores refinadoras do mundo em termos de eficiência, desempenho operacional e produtos de alta qualidade", prossegue.

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