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BC diz que dados do fluxo cambial não serão divulgados nesta quarta-feira

Sede do Banco Central, em Brasília - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Sede do Banco Central, em Brasília Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Thais Barcellos

Brasília

30/03/2022 15h05Atualizada em 30/03/2022 15h58

Em mais um efeito do movimento de mobilização dos servidores, o Banco Central informou hoje que a publicação dos dados referentes ao movimento de câmbio no Brasil e as operações cambiais da autoridade monetária não será feita neste dia 30 de março.

Desta vez, o BC tampouco informou quando ocorrerá a divulgação e disse apenas que informará quando houver definição de nova data.

O presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do BC), Fábio Faiad, confirmou que o atraso está relacionado ao movimento dos servidores, assim como já havia ocorrido na semana passada, quando os dados do fluxo cambial, normalmente publicados às quartas, às 14h30, só foram conhecidos na sexta (25). Outras publicações importantes também têm sofrido atrasos, como o Boletim Focus e o anúncio da taxa ptax diária.

Nesta segunda (28), os funcionários do BC aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 1º de abril, em busca de reestruturação de carreira e recomposição salarial de 26,3%. Mais cedo nesta quarta-feira, o Sinal soltou uma nota ameaçando greve mais severa, caso o governo federal decida pelo reajuste apenas para policiais federais.

Segundo o sindicato, isso poderia gerar a interrupção total ou parcial do Pix, da divulgação do Boletim Focus e de "diversas taxas", assim como o funcionamento das operações de mercado aberto.

Ontem, deve acontecer uma reunião, provavelmente com a diretoria de Administração do BC, para definir quais serviços são essenciais e devem ser mantidos durante a greve. No entendimento do sindicato, por exemplo, o Pix não é serviço essencial. Na prática, o sistema funcionaria sem manutenção, com monitoramento precário, o que pode gerar interrupção dos serviços e maior risco de fraudes, segundo o sindicato.

Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, mudou de posição e passou a defender a reestruturação das carreiras da autoridade monetária dentro do governo.

Em reunião ontem com os sindicatos que representam os servidores do BC, Campos Neto afirmou que participou de reuniões no Palácio do Planalto na véspera a respeito da reestruturação das carreiras do BC, incluindo o reajuste salarial, contou Faiad.

Segundo ele, Campos Neto disse que vai tentar uma proposta em uma reunião ministerial na semana que vem. "Se vai apresentar uma proposta ou não, vamos ver semana que vem".