Mais informação com menos tempo de leitura
IPCA
-0.04 Set.2019
Topo

Crise na Ucrânia faz 300 mais ricos do mundo perderem US$ 44,4 bi em apenas um dia

Em São Paulo

05/03/2014 10h24

As trezentas pessoas mais ricas do mundo perderam US$ 44,4 bilhões na última segunda-feira (3), em meio à forte queda das Bolsas mundiais naquela data com o aumento da presença militar da Rússia na Ucrânia, conforme destacou a Bloomberg. Os bilionários russos e ucranianos perderam US$ 13 bilhões. 

Naquele dia, os maiores perdedores foram Gennady Timchenko e Leonid Mikhelson, que viram as suas fortunas caírem US$ 3,2 bilhões após as ações da OAO Novatek despencarem 18%, enquanto a Bolsa russa fechou em queda de 10%. Os dois bilionários possuem quase metade da segunda maior produtora de gás russa, atrás apenas da Gazprom. 

Todos os bilionários russos e ucranianos perderam dinheiro, caindo um total de US$ 12,8 bilhões ao longo do dia, com a notícia de que a Rússia ameaçou confiscar navios de guerra na Crimeia com a pior crise entre o Ocidente e a Rússia desde o final da Guerra Fria. 

Na última segunda-feira, a siderúrgica mais valiosa da Rússia, a Novolipetsk Steel OJSC, viu seu valor de empresa cair 7,1%. Com isso, Vladimir Lisin, presidente da companhia, viu o patrimônio cair US$ 1,2 bilhão.

Enquanto isso, o diretor-executivo da Lukoil, Vagit Alekperov, perdeu US$ 960 milhões com a queda de 9,2% das ações da companhia de petróleo.

Rinat Akhmetov, a pessoa mais rica da Ucrânia, perdeu quase US$ 700 milhões, com a queda das ações da System Capital Management JSC, maior conglomerado industrial do país.

Até Bill Gates, que retomou o posto de pessoa mais rica do mundo, também perdeu com o aumento da tensão na Ucrânia, ao perder US$ 527 milhões na segunda-feira. 

A Bloomberg também destacou que as  tropas na Crimeia desencadeou a maior liquidação de ações em cinco anos, no dia 3 de março, levando o rublo para uma baixa recorde. Com isso, nesta semana, o Banco Central da Rússia estabeleceu a maior elevação nas taxas de juros desde 1998, para 7%.

Mais Economia