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Possível governo Temer agrada ao agronegócio

SÃO PAULO - Lideranças do agronegócio presentes na abertura da Agrishow 2016, que ocorreu na última segunda-feira (25), em Ribeirão Preto (SP), demonstraram otimismo com a possibilidade de troca do governo federal, com a substituição da presidente
Dilma Rousseff pelo atual vice-presidente Michel Temer.

Mesmo evitando citar abertamente a palavra impeachment, os dirigentes do setor participantes do primeiro dia da feira transpareceram de forma objetiva que não acreditam mais na continuidade da administração federal vigente, e que veem com bons olhos que o vice-presidente Michel Temer assuma o Planalto.

Segundo o presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), João Carlos Martins, a entidade já abriu diálogo com emissários de Temer, com o objetivo de ouvir do atual vice quais seriam suas propostas para o agronegócio, caso assuma a presidência da República.

De acordo com Martins, a expectativa da CNA é que a crise política venha a se encerrar o mais rápido possível, para que deixe de prejudicar de modo direto a economia do País. "Da nossa parte, queremos um governo que dialogue e valorize o agronegócio", disse, acrescentando: "o setor rural não quer benesses, e sim políticas públicas claras que deem previsibilidade para a tomada de decisão".

O presidente da CNA afirmou, ainda, que a proposta de fusão das pastas da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário – uma das sugestões ventiladas por um eventual governo Temer - agrada a entidade.

Por sua vez, o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) pontuou que Dilma já está virtualmente fora do Planalto, e que as discussões giram em torno agora de quem pode assumir o Ministério da Agricultura, já que a ministra Kátia Abreu, com a troca de governo não deve continuar. "O que o agronegócio mais precisa agora é de um governo que nos ofereça segurança jurídica para a retomada dos investimentos."

Na avaliação do presidente da Agrishow e da Faesp, Fábio Meirelles, o setor rural depende indubitavelmente de uma política agrícola adequada, que permita o ajuste equilibrado de custos de produção e valores de comercialização. "E é com o cenário de perspectiva de um novo governo que o segmento trabalha."

Plano Safra

A despeito do quadro político-econômico turbulento, as lideranças do agronegócio acreditam em um Plano Safra 2016/17 que consiga atender aos anseios do setor.

Segundo o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, o plano está "tecnicamente" bem encaminhado. "Só falta a chancela do governo." Também o vice-presidente da Abag, Francisco Matturro, disse estar tranquilo em relação aos recursos do atual Plano Safra.

"Não há nenhum problema em relação a financiamentos. Temos recursos em todas as linhas voltadas para o agronegócio. O mais importante é que todos os recursos estão com taxas na faixa de 7,5% que é bastante competitivo, quando comparada com as do restante do mercado", afirmou Matturro, salientando que não se prevê nenhum tipo de problema para o Plano Safra 2016/17, independente de eventuais alterações no governo.

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