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Departamento de Saúde Pública da Inglaterra publica estudo independente sobre benefícios do cigarro eletrônico

FSB Comunicação

Os dados abaixo são de responsabilidade das empresas envolvidas e não são produto jornalístico do UOL

RIO DE JANEIRO, 8 de fevereiro de 2018 /PRNewswire/ -- Agência executiva do Departamento de Saúde da Inglaterra, dedicada à discussão de políticas de saúde pública, o Public Health England (PHE) divulgou nesta semana um estudo independente sobre cigarros eletrônicos, também conhecidos como vaporizadores. O relatório, o quarto de uma série, aborda temas como o uso de cigarros eletrônicos por adultos e jovens, o impacto destes novos produtos na substituição do cigarro convencional, seus riscos à saúde e o papel da nicotina. O estudo trata pela primeira vez do potencial de redução de risco de uma outra família de produtos de nova geração, os Produtos de Tabaco Aquecido (THP).  

"Os cigarros eletrônicos se tornaram o aliado mais popular para fumantes que querer deixar o cigarro convencional no Reino Unido, onde há três milhões de usuários regulares", disse o prof. John Newton, diretor de Desenvolvimento em Saúde do PHE. "Queremos maximizar os benefícios potenciais desta nova geração de produtos, dando a todos os fumantes a melhor alternativa de risco reduzido à saúde". O plano de controle do tabaco do governo inglês conta com um comitê que avalia as melhores alternativas disponíveis no mercado para o consumidor optar por um produto de menor risco. 

Em sua publicação anterior, de 2015, o PHE já havia afirmado que a redução de risco à saúde do cigarro eletrônico era da ordem de 95%. Na publicação feita esta semana, o PHE é ainda mais positivo em suas conclusões e alerta que muitas pessoas que poderiam aderir ao produto não o fazem por desconhecer os benefícios do produto e acreditar que o vaporizador é um produto perigoso.

 As principais conclusões da revisão do estudo são:

Cigarros eletrônicos (ou vaporizadores) representam apenas uma pequena fração dos riscos do cigarro convencional e a troca do cigarro pelo vaporizador leva a importantes benefícios à saúde, com redução de risco da ordem de 95%; Cigarros eletrônicos poderiam contribuir para, pelo menos, 20 mil pessoas pararem de fumar por ano só no Reino Unido; O uso do cigarro eletrônico foi associado ao aumento na taxa de pessoas que pararam de fumar cigarros durante o último ano e uma diminuição rápida no número de fumantes por todo o país; Milhares de fumantes acreditam erroneamente que a vaporização é tão danosa quanto o fumar; Existe muito equívoco público sobre a nicotina: a maioria dos danos à saúde em função do fumo não é causada por ela, mas pela combustão do tabaco. Menos de 10% dos adultos entendem que a maioria das substâncias prejudiciais do cigarro não é causada pela nicotina. O uso de cigarros eletrônicos no Reino Unido se estabilizou nos últimos anos em 3 milhões de pessoas; O estudo não confirma o temor de que cigarros eletrônicos são uma porta de entrada para jovens. A taxa de jovens fumantes no Reino Unido continua a cair. Uso regular do cigarro eletrônico é raro e é quase todo limitado àqueles que já fumaram. Veja o que alguns dos maiores especialistas no tema falaram a respeito das novas conclusões do estudo do PHE:

Prof. John Newton, Diretor de Melhoria da Saúde no Departamento de Saúde Pública da Inglaterra:

"A cada minuto, alguém é internado em um hospital por conta do tabagismo, que provoca 79 mil mortes por ano, apenas na Inglaterra".

"Nossa nova revisão reforça a descoberta de que vaporizadores possuem apenas uma fração dos riscos do cigarro convencional; pelo menos, 95% menos prejudicial e com risco insignificante para pessoas ao redor. Ainda assim, metade dos fumantes acredita, equivocadamente, que vaporizadores são tão danosos quanto cigarros."

"Seria trágico se milhares de fumantes que conseguiriam largar o hábito com a ajuda de um cigarro eletrônico fossem desestimulados por conta de medos falsos sobre sua segurança."

Prof. Ann McNeill, autora principal e Professora de Dependência do Tabaco, na King's College London:

"É motivo de grande preocupação o fato de que fumantes ainda têm tão pouco conhecimento acerca dos motivos que tornam o cigarro prejudicial à saúde. Quando as pessoas fumam cigarros com tabaco, elas inalam cerca de 7 mil substâncias presentes na fumaça, geradas após a combustão, sendo que 70 delas são conhecidas como causadoras de câncer."

"As pessoas fumam pela nicotina, mas, ao contrário do que a vasta maioria acredita, ela é responsável por pouco ou nenhum dano. A fumaça tóxica é a causa esmagadora de todas as mortes e doenças relacionadas ao tabaco. Há agora uma maior variedade de modos alternativos de se conseguir nicotina do que jamais foi visto, incluindo chicletes de nicotina, spray nasal, pastilhas e cigarros eletrônicos."

Prof. Linda Bauld, autora e Professora de Política da Saúde, Universidade de Stirling e Diretora de Pesquisa Comportamental para Prevenção do Câncer, Pesquisa sobre Câncer Reino Unido:

"Já foi expressada preocupação de que o uso de cigarros eletrônicos levará pessoas jovens a fumar. Mas no Reino Unido pesquisas mostram claramente que o uso regular de cigarros eletrônicos entre jovens que nunca fumaram continua sendo ínfimo – menos do que 1% - e o fumo entre os jovens continua a diminuir a uma taxa animadora. Precisamos continuar monitorando essas tendências atentamente, mas, até agora, os dados sugerem que cigarros eletrônicos não estão atuando como uma ponte para cigarros convencionais entre os jovens."

Link para o original da pesquisa, em inglês: https://www.gov.uk/government/news/phe-publishes-independent-expert-e-cigarettes-evidence-review

CONTATO: Naira de Paula, naira.paula@fsb.com.br , (21) 99677-9925 

FONTE FSB Comunicação

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