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Economistas elevam projeção de inflação em 2014 e em 12 meses

Do UOL, em São Paulo

06/05/2013 09h35

Economistas de instituições financeiras pioraram suas expectativas para a inflação tanto em 2014 quanto nos próximos 12 meses, ao mesmo tempo em que mantiveram a perspectiva para o crescimento econômico e para a Selic, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (6).

Os analistas consultados veem agora o IPCA encerrando 2014 a 5,76%, ante 5,71%. Para 2013, as contas foram mantidas em 5,71%. Para os próximos 12 meses, a projeção sobre o indicador foi elevada pela terceira vez seguida, a 5,59 por cento, ante 5,55 por cento na semana anterior.

O grupo Top 5 --instituições que mais acertam as projeções-- manteve suas estimativas sobre o IPCA neste ano e em 2014 em 5,76% e 6,05%, respectivamente, pela mediana e no médio prazo.

Em meio a preocupações com a inflação mas mantendo o tom de cautela, o BC elevou a Selic em abril em 0,25 ponto percentual, para 7,5%, deixando claro que a atual política monetária tem como alvo principal atacar a inflação em 2014.

No Focus, os economistas mantiveram pela segunda semana seguida a perspectiva de que a Selic encerrará este ano a 8,25%, nível esperado também para o final de 2014.

Eles também continuam vendo mais uma alta de 0,25 ponto percentual na Selic no próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), neste mês, para 7,75%.

Entre o Top 5, houve redução da projeção para a Selic no médio prazo a 8,25% até o final de 2013, ante 8,38% anteriormente. Para 2014, a perspectiva foi mantida em 8,25%.

Indústria abalada

Os economistas também mantiveram a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano em 3% pela quarta semana seguida. Para 2014, também houve manutenção em 3,5% pela oitava vez.

Em relação à produção industrial, a perspectiva de expansão neste ano foi reduzida a 2,39%, contra 2,83% na pesquisa anterior. Em março, essa atividade mostrou recuperação ao subir 0,7% frente a fevereiro, mas o número veio bem abaixo do esperado pelo mercado, indicando que a recuperação da economia continuava tímida e frágil.

Para 2014, a projeção para crescimento do setor industrial caiu a 3,55%, ante 3,75% anteriormente.

O Focus mostrou ainda que os economistas não mudaram suas contas sobre o câmbio no final deste ano, com o dólar a R$ 2.

(Com Reuters)

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