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Novo método faz IBGE elevar resultado do PIB de 2013 de 2,3% para 2,5%

Do UOL, em São Paulo

30/05/2014 10h06Atualizada em 30/05/2014 10h50

O IBGE (Instuto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisou os dados divulgados anteriormente sobre o PIB (Produto Interno Bruto) nesta sexta-feira (30). A economia brasileira cresceu 2,5% em 2013, acima dos 2,3% divulgados inicialmente, segundo os dados revisados.

O órgão alterou a metodologia para realização de sua pesquisa de produção industrial e, a partir da divulgação do PIB deste primeiro trimestre, está incorporando a nova pesquisa. Os resultados trimestrais também mudaram.

Resultados trimestrais são revisados

A variação do último trimestre do ano passado, na comparação com o terceiro trimestre, passou de 0,7% para 0,4%. O dado do terceiro trimestre na comparação com o segundo também foi revisado, de um recuo de 0,5% para queda de 0,3%.

O PIB do segundo trimestre de 2013 em relação ao primeiro foi revisado para 1,6%, sobre divulgação anterior de 1,8%. O do primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2012 foi revisado de 0,6% para 0,4%.

Novos resultados por setores

Os resultados anuais por setores foram revisados pelo IBGE. O crescimento do setor agropecuário passou de 7% para 7,3%. O da indústria foi de 1,3% para 1,7%, e o de serviços subiu de 2% para 2,2%.

Do ponto de vista do consumo, a despesa das famílias também foi revisada para cima, de 2,3% para 2,6%; as despesas do governo passaram de 1,9% no cálculo anterior para 2%.

A formação de capital fixo foi revisada para baixo, de 6,3% para 5,2%; as importações de bens e serviços passaram de 8,4% para 8,3%. As exportações de bens e serviços tiveram o mesmo registro, de 2,5%.

Metodologia de produção industrial

No final de abril, o IBGE anunciou a reformulação na pesquisa de produção industrial. A reformulação tem por objetivo atualizar a classificação de atividades econômicas, segundo o IBGE, além de adotar critérios mais abrangentes.

Pela metodologia anterior eram pesquisados 830 produtos e 3.700 unidades locais; na nova versão, a amostra tem 944 produtos em cerca de 7.800 unidades locais.

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  • Raphael Salimena/UOL

Economia