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Dilma destaca 'compromisso' de Lula com controle fiscal e nega troca no BC

Dilma nega mudanças no comando da Fazenda e do BC

UOL Notícias

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

16/03/2016 17h49Atualizada em 16/03/2016 18h06

Em meio às reações do mercado financeiro e a rumores, a presidente Dilma Rousseff negou que planeje trocar o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Dilma também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem "compromisso" com o controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas. 

As declarações foram feitas em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (16), após o anúncio de que Lula assume a Casa Civil. 

Com a chegada de Lula, investidores temem que o governo possa promover fortes mudanças na política econômica, aumentando os gastos públicos e a dívida do governo. 

Somaram-se a isso rumores de que Tombini pode deixar o cargo e especulações sobre quem seria o eventual substituto. O nome do ex-presidente do BC Henrique Meirelles, que o mercado vê como mais positivo, voltou a ser bastante comentado. A coluna Radar da revista “Veja” chegou a publicar nota afirmando que Lula fez o convite a Meirelles. 

Ninguém pediu para sair

Dilma negou que o governo planeje fazer trocas no comando da Fazenda e do BC, que teriam sido pedidas por Lula, ou que alguns dos auxiliares estejam descontentes e queiram sair. 

"[Não saem] nem o ministro Nelson Barbosa [Fazenda] nem o ministro Tombini [Banco Central]. Pelo contrário. Eles estão mais dentro do que nunca", disse. "Tem coisa que está um pouquinho acima no noticiário especulativo", afirmou a presidente.

Ela classificou isso de "especulações" e disse que "não se admitem, pois criam turbulência na economia". 

Ajuste continua

Dilma afirmou, ainda, que Lula deve ajudar o país na busca pelo equilíbrio das contas públicas e controle da inflação.

"O presidente Lula tem uma trajetória que eu reputo muito expressiva também pelo seu compromisso pela estabilidade fiscal e controle da inflação. Compromisso esse que não é um compromisso meramente retórico, ele se expressa numa situação muito significativa, que é a atuação ao longo dos oito anos do governo dele", disse. 

Uso das reservas 

Outro rumor que circulou nos últimos dias foi de que o governo poderia usar as reservas internacionais para tentar superar a crise, abatendo a dívida pública ou incentivando investimentos. 

Dilma afirmou que as reservas foram construídas "a duras penas" e "com grande esforço" durante os governos do ex-presidente Lula e dela. "Isto não é uma avaliação política, é uma constatação da realidade", disse.

"Nós jamais teremos uma pauta de uso dessas reservas para algo que não seja proteção do país contra flutuações internacionais", afirmou.

Dilma disse, ainda, que especulações sobre uso de reservas "só beneficiam os poucos que lucram" com esses boatos. 

(Com Estadão Conteúdo)