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Presidente do Senado convoca reunião para retomar sessão sobre reforma

Do UOL, em São Paulo

  • Pedro Ladeira/ Folhapress

    Senado ficou às escuras durante sessão nesta terça-feira (11)

    Senado ficou às escuras durante sessão nesta terça-feira (11)

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), convocou uma reunião no gabinete da Presidência com diversos senadores e líderes para tratar da retomada da sessão de votação da reforma trabalhista nesta terça-feira (11). Mais cedo, ele suspendeu a sessão em meio a um impasse com senadores de oposição que ocuparam a Mesa Diretora da Casa. 

O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), disse que estava sendo avaliada a possibilidade de a sessão ser transferida para o auditório Petrônio Portela, que tem maior capacidade de público do que as galerias do plenário da Casa.

Sessão suspensa

Cerca de uma hora depois de a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) ter aberto a sessão para pronunciamentos na tribuna, Eunício suspendeu os trabalhos alegando que a sessão só seria reaberta quando ele pudesse sentar na cadeira da presidência da Casa. O senador mandou desligar os microfones e apagar as luzes.

Além de Fátima Bezerra, as também opositoras Gleisi Hoffman (PT-PR) e Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM) ocupavam a Mesa Diretora do Senado no momento da suspensão da sessão.

Por volta do meio-dia, o plenário já contava com 46 senadores presentes e a reforma já podia ser votada, mas o tumulto causado pelo protesto de oposicionistas impediu o prosseguimento da sessão. Ao anunciar a suspensão, Eunício recebeu apoio de senadores governistas e reação negativa dos parlamentares da oposição.

Ao deixar o plenário após suspender a sessão, o presidente do Senado disse que a votação será retomada "quando a ditadura permitir". A liderança do PT no Senado disse, em publicação no Twitter, que Eunício ordenou inclusive o desligamento das luzes do plenário, enquanto as senadoras não deixassem a Mesa. Imagens de TV e fotografias mostravam o plenário às escuras.

 

Aposta do governo

A votação da reforma trabalhista é uma aposta do governo em busca de apresentar um resultado de peso que mostre que ainda tem condições de conduzir sua agenda legislativa apesar da crise envolvendo o presidente Michel Temer, que é alvo de uma denúncia de crime de corrupção passiva apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

No entanto, existe uma expectativa de que a votação desta terça-feira no plenário pode ser apertada. Para ser aprovado, o projeto que altera a legislação trabalhista precisa do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores. A oposição prometeu apresentar uma série de questionamentos antes que a votação em si possa ser encaminhada.

(Com agências)

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