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Economistas sobem previsão para a inflação pela 2ª semana seguida

Do UOL, em São Paulo

Economistas consultados pelo Banco Central subiram mais uma vez a previsão para a inflação no final do ano. A estimativa subiu pela segunda semana seguida, para 3,4%, após sete quedas. 

Duas medidas recentes indicam aceleração da inflação prevista anteriormente neste ano. Na sexta, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) determinou que, em agosto, passa a vigorar a cobrança máxima de taxa extra na conta de luz, a bandeira vermelha. 

Além disso, na semana anterior, o governo decidiu aumentar a cobrança de PIS/Cofins sobre combustíveis. 

Veja as projeções para 2017 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (31) pelo BC:

  • PIB: foi mantido em 0,34%;
  • Inflação: subiu de 3,33% para 3,4%;
  • Taxa de juros: foi mantida em 8% ao ano;
  • Dólar: foi mantida em R$ 3,30.

Recessão 

A projeção de 3,4% ainda deixaria a inflação abaixo do centro da meta do governo. O objetivo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos (ou seja, variando de 3% a 6%).

IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), ficou em -0,18% em julho, o índice mensal mais baixo em quase 20 anos, desde setembro de 1998 (-0,44%). Com a queda nos preços no início do mês, a prévia acumulada em 12 meses é de 2,78%, abaixo do piso da meta oficial do governo, de 3%. É a prévia mais baixa para períodos de 12 meses desde março de 1999 (2,64%) e a primeira vez que o índice fica abaixo de 3% em 10 anos.

A queda nos preços é resultado de um conjunto de fatores.

Com a crise econômica, o desemprego atinge 13,5 milhões de trabalhadores, o que provoca diminuição do consumo. Mesmo quem está empregado acaba comprando menos porque a renda caiu ou por medo de perder o emprego. A procura menor por produtos, assim, ajuda a segurar a inflação. 

Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. 

De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, como agora, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) pela sétima vez seguida. A Selic caiu 1 ponto percentual, para 9,25% ano, menor nível em quase quatro anos.

Entenda o que é o boletim Focus

Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.

(Com Reuters)

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