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Governo quer sair 'do cangote do empresário' e ampliar comércio com países

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

17/01/2019 16h59Atualizada em 17/01/2019 18h46

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer facilitar a vida do empresário brasileiro, sobretudo do exportador, e intensificar o comércio do Brasil com outros países. "Queremos tirar o estado do cangote do empresário, como diz o presidente Bolsonaro", afirmou um técnico da equipe econômica, que pediu para não ser identificado.

A meta deve ser elevar a soma de importações e exportações dos atuais 22% do PIB (Produto Interno Bruto) para 30% até o fim de 2022, segundo o membro da equipe de Paulo Guedes.

"Queremos fazer isso com investimentos em inteligência comercial, facilitação do comércio, convergência regulatória com mercados compradores, modernização da estrutura tarifária e redução da tarifa média de importação", disse o assessor econômico.

Mais investimento em pesquisa e inovação

O mesmo assessor de Paulo Guedes declarou reservadamente a disposição de dobrar o percentual do PIB em investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento. Atualmente, apenas 1% da geração de riquezas no país é destinado para pesquisa e a meta é chegar a 2% até o fim da gestão de Bolsonaro.

"Países como a Coreia do Sul destinam 5% do PIB para pesquisa e inovação. Esse aumento pode ser possível com a redução da carga tributária, hoje em 37% do PIB. Se ela diminuir 10 pontos percentuais as empresas terão recursos para aplicar em pesquisa e desenvolvimento", declarou.

O mesmo assessor econômico declarou que uma das intenções do governo é mudar a estrutura de financiamento de pesquisa. Segundo ele, três quartos desses recursos vêm de universidades públicas e empresas estatais. Só um quarto de empresas privadas. "Nos Estados Unidos essa lógica é inversa", disse. 

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