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Guedes: Sistema S, de Sesi e Sesc, financia campanha política e compra leis

Paulo Guedes e o governador de São Paulo, João Doria, durante evento para empresários - Roberto Vazquez/Futura Press/Estadão Conteúdo
Paulo Guedes e o governador de São Paulo, João Doria, durante evento para empresários Imagem: Roberto Vazquez/Futura Press/Estadão Conteúdo

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

05/04/2019 12h33

Em uma palestra para empresários em Campos do Jordão (SP), o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou hoje a criticar o sistema S, que sustenta Sesi, Senai e Sesc, dentre outros.

O ministro afirmou que as entidades arrecadam recursos, destinam pouco dinheiro para educação e usam o restante para financiar campanhas políticas e comprar apoio para aprovar leis favoráveis.

"Nada contra a educação no sistema S, mas você recolhe 100, gasta 20 com educação e 80 financiando campanha política, tentando aprovar legislação favorável, comprar prédio no Rio de Janeiro para diretor. Está sobrando dinheiro", disse durante palestra sobre a reforma da Previdência e medidas para recuperar a economia.

No centro desse embate estão a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a CNC (Confederação Nacional do Comércio). Essas entidades administram a rede de Sesi, Senai e Sesc.

Guedes trava uma disputa com líderes das principais entidades do sistema S para assumir o comando de um orçamento de quase R$ 18 bilhões e poder usar esse dinheiro no custeio de projetos do governo.

Ministro afirma que encargos trabalhistas destroem empregos

Além de criticar o sistema S, Guedes voltou a culpar os encargos trabalhistas pelo desemprego. Segundo ele, o Brasil tem 36 milhões de pessoas que não contribuem para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) porque um trabalhador com carteira assinada custaria ao empregador o salário de dois.

"O modelo econômico é ruim e se esgotou. Temos de reformá-lo. Os encargos trabalhistas são armas de destruição em massa de empregos."

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