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Mais caro, crédito sem garantia financiou R$ 196 bilhões entre 2016 e 2018

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

20/05/2019 12h54

Os juros médios anuais de seis linhas de crédito para consumidores analisadas pelo Banco Central variaram de 9,3%, no caso do imobiliário, a 271%, no caso das modalidades rotativas, como o cartão de crédito. Os dados são do Relatório de Economia Bancária, divulgado hoje, que mostra a relação entre as taxas e as garantias oferecidas pelos clientes.

Os números analisados levam em conta as taxas praticadas pelos bancos entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018. Veja abaixo os juros médios observados:

  • Modalidades rotativas: 271%
  • Crédito pessoal não consignado sem garantia: 111,2%
  • Crédito pessoal não consignado com garantia: 30,5%
  • Consignado: 27,4%
  • Veículos: 24,15
  • Imobiliário: 9,3%

"Observa-se que as taxas de juros de operações que tipicamente envolvem garantias (crédito imobiliário, financiamento de veículos e crédito pessoal não consignado com garantia) ou com baixo nível de risco para a instituição financeira (consignado) são, como esperado, significativamente inferiores às taxas de juros dos demais grupos de operações de crédito", informou o BC.

Crédito pessoal sem garantia é maioria

Os dados do BC mostram que, entre 2016 e 2018, os brasileiros optaram por operações sem garantia no caso do crédito pessoal não consignado. De 69,8 milhões de operações, 68,3 milhões foram sem garantia e apenas 1,5 milhões com garantia.

No período analisado, as operações sem garantias movimentaram R$ 196,4 bilhões e as com garantia R$ 42,3 bilhões. Entretanto, o valor médio das operações com garantia chegou a R$ 27.360,93 e nas sem garantia a R$ 2.874,79.

Entre as garantias mais usadas no período analisado estão as pessoais, usadas em R$ 18,5 bilhões em financiamentos, e as com aplicações financeiras, que totalizaram R$ 14,8 bilhões em financiamentos. A garantia com penhora, hipoteca ou alienação foi a terceira mais usada e movimentou R$ 6,9 bilhões em empréstimo. A menos usada foi a com cheques e notas promissórias, que totalizou R$ 2,1 bilhões.

O que é preciso para os juros caírem de verdade no Brasil?

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