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BNDES vai vender R$ 100 bi em fatias de empresas, diz presidente do banco

Gustavo Montezano (em pé, à dir.) toma posse como novo presidente do BNDES, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (centro) e do ministro da Economia, Paulo Guedes (em pé, à esq.) - Divulgação/BNDES
Gustavo Montezano (em pé, à dir.) toma posse como novo presidente do BNDES, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (centro) e do ministro da Economia, Paulo Guedes (em pé, à esq.) Imagem: Divulgação/BNDES

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

16/07/2019 12h42Atualizada em 16/07/2019 13h37

O novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, afirmou hoje que terá cinco metas principais à frente do banco. Entre elas, devolver R$ 126 bilhões à União e vender R$ 100 bilhões em participações acionárias do banco em empresas.

Em maio, o UOL antecipou que estava nos planos do Ministério da Economia vender a participações de R$ 104,8 bilhões do BNDES em 111 empresas.

Montezano tomou posse do novo cargo hoje, na presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele substitui Joaquim Levy, que pediu para deixar a presidência do BNDES após o presidente Bolsonaro ameaçar publicamente demiti-lo se ele não afastasse um executivo do banco de fomento.

Além das duas medidas, Montezano afirmou que "explicará a caixa-preta do BNDES à população brasileira", apresentará ao governo e à sociedade um plano de trabalho para os próximos três anos e melhorará, de forma substancial, a prestação de serviço ao Estado.

"Até o final do ano, o BNDES será menos banco e mais desenvolvimento", disse. Ele declarou que o banco não buscará lucro, mas sustentabilidade financeira.

Dinheiro para reduzir dívida da União

Na cerimônia de posse, Guedes disse que a devolução de R$ 126 bilhões à União ajudará a reduzir o endividamento público e a diminuir as taxas de juros.

O ministro afirmou que o BNDES terá papel importante no processo de concessões e privatizações e no desenho de programas para recuperar as finanças de estados e municípios. Outra área considerada prioritária pelo ministro é a de saneamento.

"Quarenta mil crianças morrem por falta de recursos nessa área, a ponto de mudar a taxa de expectativa de vida. A taxa média de vida no Nordeste é mais baixa pela mortalidade infantil, por falta de saneamento básico", disse.

"Amigo dos meus filhos"

O presidente do BNDES também afirmou que a eleição de Jair Bolsonaro é uma oportunidade de mudar a situação do país. "A eleição de um deputado sem partido e sem dinheiro transformou o país. Quando imaginaríamos que a população brasileira iria para rua pedir a reforma da Previdência? Isso é uma disrupção política", disse.

Durante a cerimônia de posse, Bolsonaro disse estar confiante de que o Brasil alcançará posição de destaque no cenário mundial até o fim do governo. Segundo ele, Montezano terá um papel importante nesse processo.

"Conheço ele [Montezano] desde criança. Ele é amigo dos meus filhos. Essa juventude merece respeito", disse o presidente.

Quando foi indicado para presidir o BNDES, Montezano era secretário-adjunto de desestatização do Ministério da Economia.

Antes, foi o sócio-diretor do banco BTG Pactual responsável pela divisão de crédito corporativo e estruturados, baseado em São Paulo. Ele iniciou a carreira como analista de private equity no Opportunity, no Rio de Janeiro, e é mestre em economia pela Faculdade de Economia e Finanças (IBMEC-RJ) e graduado em engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME-RJ).

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