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Estudo aponta tendências para o marketing de influência em 2020

Mariana Pekin/UOL
Imagem: Mariana Pekin/UOL

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/12/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Relatório foi preparado pela Squid, empresa especializada em conectar influenciadores e marcas
  • Entre as principais tendências, empresa destaca jovens como "agentes de mudanças" e a importância de histórias reais
  • Foco em comunidades e análise de dados também são destaque no estudo

Segundo uma pesquisa da consultoria Shareablee com mais de 1.200 consumidores, 48% das pessoas entre 18 e 24 anos compraram um produto após a recomendação de um "criador de conteúdo".

A "bolha dos influenciadores" vai estourar ou 2020 será o ano do marketing de influência? Quais serão as tendências para o setor no ano que vem?

"O criador de conteúdo não pode ser visto como mídia (ou como um garoto-propaganda). Ele é um conector entre uma marca e uma comunidade", declara Isabela Ventura, CEO da Squid, empresa especializada em conectar influenciadores e marcas.

"Quando falamos de marketing de influência, temos que entender que para acessar essas diversas comunidades online não podemos encará-las como um único grupo homogêneo. Cada uma delas possui uma dinâmica própria e os influenciadores são os experts em gerar conversas e engajar esse público", afirma Isabela.

Pensando nisso, a Squid preparou um relatório com as principais tendências para o ano que vem no marketing de influência. Conheça cinco delas.

1. Jovens como agentes de mudança

Para a Squid, os jovens serão cada vez mais os impulsionadores de mudanças culturais. O estudo destaca a pesquisa "Youth Culture: Power in Progress", da Viacom. Segundo o levantamento, 61% dos jovens acreditam ter mais habilidade que as gerações anteriores para afetar de forma positiva o mundo.

2. Pessoas (e histórias) reais

Representatividade será a palavra de ordem. Os consumidores deixaram de ser passivos e atuam numa nova era, onde as relações e trocas sociais se tornaram significativamente mais importantes. Neste novo momento, eles querem se ver representados, e ficou claro que as redes sociais deram voz para esta vontade, além de proporcionar uma interação mais direta com as grandes instituições.

3. Identificação e engajamento

Consumidores exigentes, que buscam conexões verdadeiras, querem saber: qual é o propósito da sua marca? Qual o benefício que ela trará para o mundo? Diferentes comunidades encontraram no ambiente digital uma maneira de organizar seu discurso. Assim, ganharam força e passaram a se unir em torno de causas que julgam importantes para a sociedade. O novo desafio para as marcas é conseguir se envolver de maneira legítima com esses discursos.

4. Comunidades valem seu peso em ouro

Com este novo cenário, influenciadores surgem como elemento-chave de conexão real entre marcas e pessoas. Por entenderem a cultura da plataforma em que estão inseridos e sua comunidade de fãs, conseguem criar histórias que engajam seu público. Mais do que nunca, marketing é menos sobre promover marcas e mais sobre gerar conversas positivas.

5. Dados e criatividade ainda juntos

Números da empresa de pesquisa Altimeter mostram que influenciadores digitais atingem uma taxa de engajamento duas vezes maior do que os perfis das marcas. Segundo o relatório da Squid, analisar os padrões de publicação dos seguidores (ou dos influenciadores) é fundamental para metrificar a qualidade de um comentário —ou até mesmo a reação dos perfis nas redes sociais.

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