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Não há espaço para dar dinheiro a todos, diz secretário

O secretário de política econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, durante apresentação no ano passado - Reprodução/YouTube/Canal BTG
O secretário de política econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, durante apresentação no ano passado Imagem: Reprodução/YouTube/Canal BTG

Ricardo Marchesan

Do UOL, em São Paulo

20/03/2020 16h22

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirmou que no momento atual não há possibilidade de o governo adotar uma política de distribuição de dinheiro ampla à população para conter os impactos da crise gerada pela pandemia de coronavírus.

Nos EUA, o presidente Donald Trump cogitou a distribuição direta de cheques de US$ 1.000 à população. Durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (20), Sachsida foi perguntado se o governo cogitaria uma medida semelhante.

"No momento atual não existe muito espaço fiscal para uma política de dar dinheiro para todos. Dado que os recursos são escassos. nós acreditamos que é melhor focalizar", afirma.

O secretário afirmou que o governo herdou "uma situação fiscal debilitada" de governos anteriores, que não permitiriam gastos do tipo.

"Dado que os recursos são escassos, nós acreditamos que é melhor focalizar. É melhor você focalizar em grupos carentes, em grupos necessitados, em grupos vulneráveis, do que você dar dinheiro para todos e, de repente, dar dinheiro para alguém que ganha R$ 30 mil por mês e tem um emprego garantido."

Sachsida afirmou, ainda, que é necessário "prudência e serenidade" no momento atual, e que "o dinheiro vai chegar onde precisa".

"Se nós errarmos a mão e começarmos a gastar demais, a situação fiscal vai deteriorar de tal maneira que, quando essa crise passar, nós estaremos em uma outra crise", disse.

Nesta semana, o governo anunciou que será criado um auxílio de R$ 200 por três meses para trabalhadores informais e autônomos de baixa renda, que não tenham emprego com carteira assinada nem recebam outro tipo de benefício, como pensão, aposentadoria ou Bolsa Família. A estimativa é que a iniciativa beneficie até 20 milhões de pessoas

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