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CNI propõe isolamento apenas para grupos de risco na indústria

Alan Marques/Folhapress
Imagem: Alan Marques/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

27/03/2020 18h26Atualizada em 27/03/2020 18h33

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, apoiou hoje, em carta enviada a Jair Bolsonaro (sem partido), o isolamento social vertical — isto é, apenas de infectados e pessoas do grupo de risco — para conter a disseminação do novo coronavírus.

"A evolução de casos da covid-19 na Coreia do Sul e na Alemanha demonstra que, se bem executada, essa é uma estratégia eficiente para promover o achatamento da curva de propagação do vírus, preservar vidas e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde. Ao mesmo tempo, facilita a retomada, ainda que gradual, das atividades produtivas", justificou Andrade.

A CNI ainda propõe uma parceria com o governo federal por meio do SESI (Serviço Social da Indústria) para capacitar e dar assistência à realização de testes rápidos da covid-19 a cerca de 9,4 milhões de trabalhadores. Os exames, a serem feitos a cada 15 dias, seriam custeados com recursos da União.

Também seriam realizados exames moleculares (PCR), conhecidos como contraprova, para verificar casos de falsos positivos da doença.

Para tanto, segundo o presidente da CNI, é importante que sejam feitos testes rápidos também nos pacientes sem sintomas. "Trata-se de uma estratégia complexa, mas possível e, no caso do Brasil, necessária. As empresas e os cidadãos não terão fôlego financeiro para resistir por um período prolongado de isolamento social horizontal", opinou.

O texto sugere ainda a criação de um fundo de R$ 500 milhões em recursos aportados pelo SESI para financiar capital de giro das indústrias de micro, pequeno e médio portes. "O objetivo é contribuir para a provisão de liquidez das empresas industriais durante o período de retração das atividades empresariais, que não sabemos quanto tempo vai durar", explicou Andrade.

O documento também foi encaminhado aos presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli; do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP); e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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