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Doria diz que 2021 será 'muito difícil' e vê queda brutal do PIB de estados

Do UOL, em São Paulo

21/05/2020 19h56

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou hoje, em participação no UOL Entrevista, que o ano de 2021 será "muito difícil" por conta da pandemia de coronavírus. Doria espera uma "queda brutal" do Produto Interno Bruto (PIB).

"Teremos 2021 um ano muito difícil, como está sendo 2020. Teremos uma queda brutal do PIB brasileiro e dos estados também, mas não é um problema só do Brasil, é um problema mundial. É possível recuperar? É possível. O mundo não acaba com o coronavírus. Temos que ter resiliência e trabalho conjunto. Unir para poder progredir", disse.

Doria exaltou o PIB de São Paulo e disse que a "multiplicidade" do estado vai ajudar na recuperação social e econômica do Brasil.

"É isso que estamos fazendo em São Paulo e é isso que faremos para recuperar a economia. Fizemos isso no ano passado com um crescimento do PIB em São Paulo de 2,9%, contra 0,9% do Brasil. Aqui vivem 46 milhões de brasileiros. São Paulo é parte da nação, tem orgulho de estar integrado. Eu mesmo sou filho de nordestino, filho de baiano. Essa multiplicidade de São Paulo vai nos ajudar nessa recuperação social, econômica e de saúde. Temos um período de sofrimento no ano de 2021, e 2022 essa será uma pauta importante para o país no plano econômico e eleitoral", declarou.

Possível novo socorro

Doria ainda comentou a respeito do auxílio financeiro prometido pelo governo federal aos estados, debatido em videoconferência na manhã de hoje reunindo o presidente Jair Bolsonaro e os 27 governadores. A ideia, segundo Doria, é que uma primeira parcela de R$ 20 bilhões chegue a todas as unidades federativas até o fim de maio. Ao todo, o pagamento será de R$ 60 bilhões.

"Neste momento, ele será suficiente. Neste momento, não temos a classificação de quanto tempo a pandemia vai afetar o Brasil e o mundo. Nós temos 215 países no mundo sofrendo com o coronavírus, alguns há mais tempo que o Brasil. É impossível prever de forma precisa, matemática, quando sairemos dessa crise do coronavírus", disse o governador de São Paulo, reforçando que os valores não são "para pagar custeio da máquina pública", mas para investimento em saúde.

Apesar do acordo alcançando na reunião de hoje, o governador de São Paulo não descartou a possibilidade de o governo federal ter que enviar mais dinheiro para socorrer estados.

"Se houver essa necessidade, saberemos colocar isso com serenidade ao presidente e a seus ministros. Não faremos isso de afogadilho, nem pela ambição de melhorar resultados deste ou daquele estado, ou do conjunto. Sempre no intuito de proteger vidas e ter bom senso e equilibrio", explicou Doria, segundo o qual o governo federal deu sinal verde para o pagamento até 30 de maio.

"O presidente concordou, o ministro (da Economia) Paulo Guedes concordou também. Tenho certeza de que eles cumprirão com a palavra", afirmou.

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