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Tarifa para transferência entre contas pode variar mais de 450%, diz Procon

Bancos são obrigados a disponibilizarem os preços de suas tarifas - Igor Alecsander/Getty Images
Bancos são obrigados a disponibilizarem os preços de suas tarifas Imagem: Igor Alecsander/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

26/06/2020 11h47

O Procon-SP fez uma pesquisa para avaliar as variações de tarifas bancárias no estado e verificou diferença de 452% na tarifa "Transferência entre contas na própria instituição - presencial ou pessoal": enquanto na Caixa o valor cobrado era R$ 6,90, no Safra era R$ 1,25.

A pesquisa analisou as tarifas bancárias das principais instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.

Também houve aumento na comparação das tarifas dos mesmos bancos entre 2019 e 2020. As instituições aumentaram o valor de pelo menos uma de suas tarifas referentes aos serviços prioritários: Banco do Brasil e Bradesco aumentaram o valor de 25 de suas respectivas tarifas; o Santander aumentou de 24; o Itaú, de 22; a Caixa elevou 17 tarifas e o Safra, de apenas uma.

Tarifa do cheque especial

Em janeiro deste ano, o Banco Central alterou as regras para a cobrança de juros no cheque especial. O limite para a cobrança passou a ser de 8% ao mês, mas foi criada uma tarifa para o cheque especial que exceder o limite de R$ 500.

O site dos bancos investigados pelo Procon-SP dão conta de os clientes do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Itaú estão isentos dessa cobrança.

Enquanto isso, o Banco Safra cobre R$ 29,90 e o Santander não informa o valor dessa cobrança.

Pacotes Padronizados

Por determinação do Banco Central, todos os bancos oferecem um pacote de serviços bancários prioritários para seus clientes.

Na comparação entre bancos, foi notada uma diferença de 45,16%. Enquanto o Itaú cobra R$ 45 pelo seu pacote padronizado 4, o Safra oferece serviço similar por R$ 31.

Os bancos são obrigados a oferecer ao menos quatro pacotes padronizados que diferem na quantidade de serviços oferecidos, como folhas no talão de cheque, TED e DOC.

De 2019 para 2020, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú elevaram os preços dos pacotes padronizados. Safra e Santander não alteraram os valores.

Economia