PUBLICIDADE
IPCA
0,24 Ago.2020
Topo

6 em cada 10 empresas sofreram algum tipo de perda com pandemia, diz IBGE

Pedestres caminham de máscara em frente ao comércio em Goiânia - Divulgação/Prefeitura de Goiânia
Pedestres caminham de máscara em frente ao comércio em Goiânia Imagem: Divulgação/Prefeitura de Goiânia

Do UOL, em São Paulo

30/07/2020 09h17Atualizada em 30/07/2020 09h44

Das 2,8 milhões de empresas em funcionamento no país na segunda quinzena de junho, 62,4% (seis em cada dez) disseram ter sido afetadas negativamente pela crise do novo coronavírus.

O impacto é maior entre empresas de pequeno porte (com até 49 funcionários), o maior contingente da amostra. Nesse grupo, 62,7% dos negócios perceberam efeitos negativos. Entre as empresas de médio porte (com 50 a 499 funcionários), 46,3% tiveram impacto negativo, enquanto o percentual foi de 50,5% entre as de grande porte (com 500 funcionários ou mais).

Os dados são da pesquisa Pulso Empresa, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa tem como objetivo acompanhar a evolução de alguns dos principais efeitos da pandemia de covid-19 na atividade das empresas não financeiras e faz parte das estatísticas experimentais do IBGE.

Entre os efeitos negativos da pandemia, metade das empresas em atividade (50,7%) relatou queda nas vendas ou redução nos serviços prestados na segunda quinzena de junho. Para 27,6% das empresas o efeito foi pequeno ou inexistente e 21,4% afirmaram que tiveram aumento nas vendas.

A queda nas vendas foi sentida por 51% das empresas de pequeno porte, 39,1% das intermediárias e 32,8% das de grande porte. Nas empresas de maior porte, destaque para o percentual de 41,2% que relataram efeito pequeno ou inexistente.

Serviços e comércio foram os mais afetados

A pandemia afetou 65,5% de um total de 1,2 milhão de empresas do setor de serviços, especialmente aqueles prestados às famílias (86,7%). No comércio, 64,1% entre 1,1 milhão de empresas foram afetadas, com maior percepção de reflexos negativos no segmento de veículos, peças e motocicletas (74,9%).

Na indústria, o impacto negativo foi percebido por 48,7% das 306 mil empresas, enquanto na construção, por 53,6% das 153 mil empresas do setor.

"Os serviços prestados às famílias incluem bares, restaurantes e hotéis, atividades que dependem de circulação de pessoas, turismo e viagens. Era de se esperar que essas atividades fossem mais impactadas. Já o segmento de veículos, peças e motocicletas também foi afetado pelo funcionamento parcial dos Detrans e das concessionárias, além da decisão de compra de um bem durável, que tem de ser bem pensada pelas famílias num momento de desemprego e de incertezas", disse o coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, Flávio Magheli.