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Falta de acordo faz federação marcar greve nos Correios para 18 de agosto

Federação de funcionários dos Correios defende paralisação no dia 18 de agosto - Estadão Conteúdo
Federação de funcionários dos Correios defende paralisação no dia 18 de agosto Imagem: Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

03/08/2020 11h36Atualizada em 04/08/2020 11h27

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Telégrados e Similares) divulgou uma nota na qual orienta os funcionários dos Correios a realizarem uma greve no dia 18 de agosto. Uma assembleia deve acontecer um dia antes para confirmar a paralisação.

Segundo a entidade, a empresa "não apresentou nenhuma contraproposta à pauta de negociações enviada pela categoria" e "não cumpre as medidas mínimas de segurança à saúde do trabalhador". A categoria reivindica a manutenção de benefícios que foram acordados em 2019 e teriam validade até 2021, mas que segundo os funcionários têm sido descumpridos desde o mês passado.

"A Federação e seus sindicatos filiados tiveram muitas vezes que travar lutas judiciais para garantir o mínimo de condição para não expor os funcionários, muito menos clientes. Isso por si só demonstra a má-fé e a negligência da empresa para com os trabalhadores. Resultado disso é o crescente número de casos de infectados e óbitos dentro da categoria, dados, aliás, que a empresa se nega a divulgar oficialmente", diz o comunicado divulgado pela Fentect

A proposta dos Correios, que altera alguns benefícios aos funcionários, tem sido alvo de críticas. Ao UOL, o presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, afirmou que a proposta apresentada pela empresa "é condizente com sua situação financeira e a realidade do país".

Na semana passada, os Correios informaram, em nota, que apresentaram uma proposta de acordo aos funcionários para evitar paralisações do serviço. Ainda segundo a empresa, o trabalho de readequação da realidade da empresa vem sendo feito em respeito à legislação e à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). As medidas visam, ainda, à saúde e ao equilíbrio financeiro da instituição.

A entidade afirma ainda que "empresa também não atua com a verdade ao falar que tenta exaustivamente negociar. Tanto que não apresentou contraproposta e encerrou as negociações na semana passada".

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou a matéria, os funcionários dos Correios não reivindicam aumento salarial, mas sim a manutenção de benefícios que foram acordados em 2019 e teriam validade até 2021. A informação foi corrigida.