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TV: Justiça aceita denúncia contra dono da Dolly por sonegar R$ 4 bilhões

Laerte Codonho, empresário dono da Dolly - Danilo Verpa/Folhapress
Laerte Codonho, empresário dono da Dolly Imagem: Danilo Verpa/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

17/08/2020 18h20Atualizada em 17/08/2020 19h45

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra empresário Laerte Codonho, dono da Dolly. Ele é acusado de de formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a GloboNews, investigadores estimam que as fraudes praticadas pelo empresário tenham gerado um prejuízo de R$ 4 bilhões ao longo de 20 anos. Ele vai responder em liberdade, e sua defesa ainda não se manifestou sobre o caso.

A denúncia foi feita em 2018. Na ocasião, Codonho teve as contas bancárias bloqueadas e a prisão preventiva decretada. As autoridades justificaram a prisão para evitar a destruição de provas.

Conhecido por criticar abertamente a Coca-Cola, fabricante de refrigerantes líder de mercado do País, ele aproveitou o momento da prisão para mostrar às câmeras um cartaz "Preso pela Coca-Cola" ao ser conduzido à delegacia.

Na época, o Ministério Público, por meio do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), confiscou três helicópteros, 13 automóveis de luxo e cerca de R$ 30 mil em moeda estrangeira, além de documentos.

Este não é o primeiro problema do empresário com a Justiça. Em 2017, o grupo Ragi Refrigerantes, dono da Dolly, foi alvo da Operação Clone, da Secretaria da Fazenda de São Paulo, por fraudes relacionadas ao pagamento de ICMS.

Já no início de 2018, Codonho foi condenado a 6 anos e 7 meses de prisão, pela Justiça de São Paulo, por sonegação de benefícios previdenciários.

Nota da defesa:

Laerte Codonho nega taxativamente as acusações infundadas apresentadas pelo Ministério Público. Não existe qualquer dívida executável do grupo Dolly com o Fisco que motive uma ação penal, o que é público e de conhecimento dos procuradores.

A acusação é fruto de uma perseguição que o empresário vem sofrendo há tempos e que já denunciou, inclusive. Laerte Codonho confia no Judiciário certo de que, ao final, ficará comprovada sua inocência e a perseguição por ele sofrida.