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Oposição critica corte nas parcelas adicionais do auxílio: 'Significa fome'

"Isso significa fome e ainda mais dificuldade", disse a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) - Najara Araújo/Câmara dos Deputados
"Isso significa fome e ainda mais dificuldade", disse a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) Imagem: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

01/09/2020 11h42Atualizada em 01/09/2020 16h09

Parlamentares da oposição criticaram a redução do valor das quatro parcelas adicionais do auxílio emergencial, de R$ 300 cada, segundo anunciado hoje pelo governo. Para deputados e senadores, a ajuda deveria, sim, ser prorrogada — mas mantendo o valor de R$ 600 (ou R$ 1.200 para mulheres chefes de família).

"Na mesa de quem passa necessidade, isso significa fome e ainda mais dificuldade. O PSOL desde o início propõe que o auxílio tenha valor integral até, no mínimo, o fim do ano", escreveu a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) em uma rede social.

Alguns ainda lembraram que, no início das discussões sobre o auxílio, a equipe econômica de Jair Bolsonaro (sem partido) queria pagar apenas R$ 200, um terço da quantia atualmente paga. Foi o Congresso que definiu o valor de R$ 600.

"Quando começou a pandemia, a oposição defendeu R$ 600 de ajuda emergencial. Bolsonaro queria R$ 200. Cínico, fez propaganda de uma vitória que não é sua. Hoje, anunciou R$ 300. Semana passada, foram R$ 325 bilhões para os bancos. Indecente!", criticou o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

Confira mais algumas reações de parlamentares da oposição:

Orlando Silva, deputado federal e pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PCdoB

"O Brasil está no fundo do poço e Bolsonaro acaba de anunciar corte de 50% no valor ao auxílio emergencial. R$ 300 a menos em alimentos na mesa das famílias brasileiras. Desemprego, miséria e fome será o cotidiano de milhões de pessoas. Um crime contra o povo!"

Enio Verri, deputado federal (PR) e líder do PT na Câmara

"Bolsonaro disse que R$ 600 não é o ideal, mas, segundo ele, dá para o básico. Os R$ 300, que vai pagar até dezembro, apenas, dá para atender?"

Zeca Dirceu, deputado federal pelo PT-PR

"Imagino que eles [Bolsonaro e Guedes] ainda devam pensar que o povo precisa ser grato a essa super ajuda."

Fernanda Melchionna, deputada federal (RS) e pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre pelo PSOL

"Diante de uma crise produzida pelas elites, em meio à pandemia, não se pode fazer com que o povo pague a conta com a fome e a vida! PSOL segue na luta por direito à renda básica permanente!"

Reginaldo Lopes, deputado federal pelo PT-MG

"O presidente tenta passar uma imagem de que se preocupa com o povo. A verdade é que ele não trabalhou pela criação do #auxilioemergencial e propõe um salário mínimo sem ganho real, ou seja, abaixo da inflação, para 2021."

Rosa Neide, deputada federal pelo PT-MT

"A dívida de mil empresas com a União pagaria 14 meses de auxílio emergencial. Bolsonaro e Paulo Guedes anunciaram o corte do auxílio emergencial pela metade, com parcelas de R$ 300. Nós, do PT, somos contra essa proposta e vamos lutar para manter o valor de R$ 600."

Odair Cunha, deputado federal (MG) e vice-líder do PT na Câmara

"Desde o início, Bolsonaro e Paulo Guedes eram contra o auxílio emergencial. Queriam apenas R$ 200. Nós, no Congresso Nacional, conseguimos aprovar o valor de R$ 600 e agora vamos lutar pela extensão desse valor até, pelo menos, dezembro!"

Rogério Carvalho, senador pelo PT-SE e líder do partido na Casa

"Chega a ser desumano diminuir o auxílio emergencial sabendo que tanta gente precisa desse recurso para comer! R$ 600 já não protegem as famílias da fome, imagina R$ 300!"